quinta-feira, 10 de março de 2016

Renascer tantas vezes quanto necessário.



Filhos e filhas,

Questionamos as dificuldades no curso da caminhada desejando compreender as razões do divino diante as provas e expiações aos quais havemos de vivencia-las. Arguimos o porquê há irmãos que se beneficiam consideravelmente na vida material sem esforços enquanto outros tanto labutam e em suas conquistas sempre encontram dificuldades? Porque há irmãos morando em situações precárias e outros abastadamente?

Entendam que somos concebidos da vontade divina recebendo o privilegio da inteligência e do arbítrio a guiar o destino por vias que nos são são oferendadas. De certo que somos delineados da advinda vontade de Deus, se permaneceremos ou desviaremos neste curso não será da vontade divina, e sim da vontade e do arbítrio disposto.

Atentos à lição de Jesus que explana que o homem deverá saldar até o ultimo centavo a merecer o reino dos céus.

O momento nos revela como ainda somos fracos e limitados na condição do destino, aonde encarnados e desencarnados ainda se entregam as paixões limitadas que acabam por ser o vilão da própria existência.

Há determinadas manchas exposta no espírito que ainda permanecerá por um longo período de expurgo em sua realidade havendo a necessidade de renascer tantas vezes quanto necessária para progredir e atingir a purificação. Eis assim a razão de tamanha adversidade social e espiritual testemunhada.

Nenhuma ação da criatura é esquecida ou desprezada, tudo é relacionada na história e refletida na peculiaridade. Não há evolução deixando as sujidades do pecado para trás sem expurgar os malefícios.

Atos como o desprezo ao menos favorecido; o desprezo ao ser humano, a criança, o jovem, o idoso, o enfermo físico e espiritual; o abonado contra o miserável; o patrão na exploração aos empregados.

O efeito da avareza em poder auxiliar os necessitados e preferir a inércia e a omissão; guardar os bens supérfluo e perecível as traças que poderiam subsidiar um necessitado; ter condições e desdenhar o apuro alheio.

Instigar a ira e não flexibilizar diante a fraqueza e ignorância do outro, não perdoar as mínimas lacunas, encolerizar nas pequenas situações, ser implacável ao erro.

Atender os anseios da soberba humilhando o outro de posse às conquistas.

Eternizar o orgulho na alma não perdoando o outro, não se prestar a tarefas humildes, não ser simples, omitir os sentimentos, poder amar e não demonstrar, não abraçar e não respeitar o diferente.

Inflar a corrupção em todos os aspectos, enganar o teu próximo com interesse sórdido, corromper a fé alheia deturpando a vontade divina a alimentar a ganância da vontade pessoal, abusar do desespero de outrem; receber o voto em confiança de um povo a governar seus interesses a melhoria e prometer sonhos com fulcro na lasciva pessoal furtando seus governados aos benefícios.

Não se desvencilhar das armadilhas da vaidade que afastam os homens da estrada divina cometendo as indiscrições para com teu semelhante.

Receber a vida de um animal a prover o seu desenvolvimento, mas o maltrata, abandona, humilha e o agride.

Receber de Deus a floresta que dá sombra e o alimento, mas desmatar em razão de um dito progresso tecnológico soberbo e vaidoso.

Receber do mineral a água para sessar a sede de todos, mas maltrata-a, contamina-a e desperdiça-a a atender os anseios de um poder, de uma aventura e ou pelo prazer a maldade.

Não respeitar as leis humanas e divinas.

Deixar de recolher os impostos sonegando-os.

Ser omisso a condução e os designo de sua pátria.

Se apossar de vantagens ilícitas e indevidas.

Não amar a Deus sobre todas as coisas a partir dos seus.

Usar o santo nome de Deus em vão ao interesse egoístico.

Desonrar seus pais e seus ancestrais.

Ser ingrato.

Não guardar o dia de sábado ao Senhor.

Matar o teu próximo da vida física e também de sonhos e expectativas por inveja.

Roubar objetos que não te pertence, como tudo que é devido ao outro.

Levantar falso contra teu próximo em suas ideologias e comportamentos.

Desejar as conquistas que são devidas do outro.

Adulterar contra teu cônjuge.

Odiar, magoar, fazer guerras, ofender, humilhar, ser preconceituoso, descortês, trair, armar emboscadas, ferir e enfim, são essas nas mínimas citações que comparadas a muitos outros deslizes que praticamos por vontade que retarda o próprio desenvolvimento. Por isto analisem. É Deus quem promove todos estes e demais outros excessos ruinosos? Ele que nos oferece o melhor, a oportunidade e a perfeição, seria ele o destruidor da própria obra?

Deus nos ama incondicionalmente que nos permite um novo recomeço. Quanto às dificuldades enfrentadas, intente-se, o será que provocamos a regresso para merecer tamanho ardor? Porque não me lembro de nada? De certo que o recomeço e os méritos a serem conquistados devem ser genuínos e não praticados por alguma razão egoística. Se fosse permitido ao homem saber toda a razão de suas dores e dificuldades e diante o estagio de sua evolução estas conquistas não seriam plenas, e sim artificiais, pois o choque de interesses sórdidos e pessoais ainda conduzem os homens em seu processo evolutivo impedindo-o de prosperar vertiginosamente.

Não pretenda em vão quanto às dores e as dificuldades do caminho, pois são reflexos dos próprios débitos acumulados e expostos à provação e expiação que diante a graça divina nos proporciona o direito de poder evoluir no tempo e subir aos mundos mais felizes. Assim como aquele irmão em situação material dita favorável, aonde recebe em confiança a oportunidade e o dever de fazer o bem sem questionar impossibilidades a propagá-lo.

Não veja no outro o questionamento para o atual cenário do seu caminho. Não vire uma estatua da evolução parado e imóvel ao tempo. Preocupe-se com a sua necessidade de edificação e diante as oportunidades faça o seu melhor.

Ande continuamente em frente. O passado justifica o presente e no instante certo compreenderá com justiça e amor os impropérios recorrentes. Desejas melhorar? Então faça a sua parte e não espere um magico e ilusório milagre.

Bezerra de Menezes, escrito pelo médium Marcelo Passos.

10/03/2016.

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