terça-feira, 6 de outubro de 2015

Não é preciso ver e sim enxergar





Não preciso de provas quando a verdade vem de Deus. (Jesus)

Irmãos,

Quando do alto da cruz humilhado, zombado, machucado pelos soldados e pela população que pediam a sua crucificação, eis que surge no meio a multidão, por parte de um dos doutores da lei, o desafio ao Messias que soou a seguinte arguição, “se és o Messias e filho de Deus, porque não se salva como fizestes com os outros e desces da cruz”, Jesus intercedendo por estes e por nós junto ao Criador, disse: “Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem...”.

Para estes homens crer na grandeza de Deus era preciso ver com os olhos limitados, aos que anunciavam a vinda do salvador, a incapacidade de senti-lo ao seu redor mesmo defronte as obras e os feitos praticados junto à multidão que o seguiam com fé e arrependiam-se dos pecados e salvos eram pelo mérito e a vontade de Deus. Muitos dos considerados a época enviados de Deus, se preocupam mais com os status sociais, os melhores assentos no templo e o reconhecimento público de sua autoridade, pouco se fazia à sociedade, ao contrario, prejudicavam condenando os pecadores a sentença da morte em toda sua extensão.

Irmãos, quando recordamos estes momentos vividos pelo Cristo, quantos se rebelam no coração diante às injustiças sofridas por ele em sua passagem encarnado no meio de nós? Sofrer as dores na carne como ele sofrera, de fato nos revolta, mas Ele sabia da existência de uma vida ainda maior que nos mostrou e mostra sempre. E a sua verdadeira obra que nos trouxe? Será que absorvemos com qualidade as suas lições, ou nos prendemos ao limite do que se vê aos olhos da carne e ou que se soube apenas pelos outros? Quantas vezes em nossas ações para com a vida ferimos profundamente a Deus e ao Mestre deferindo as mais condenáveis misérias para com o próximo e não o vemos como um irmão, e ao invés a promoção às guerras instigadas pelos sentimentos nocivos que também levaram a crucificação do Mestre, ou seja, o egoísmo, a inveja, a cólera, o orgulho que desencadeiam as injustiças que prejudicam a vida em sua continuidade prospera.

Feliz é o cego que age com os olhos do coração, pois conseguem aprofundar nas lições do Mestre no universo de teu próximo amando-o sem apontar suas características peculiares e sem o preconceito que afasta os homens da pura e verdadeira fraternidade divina. A miséria humana distancia os irmãos por não aceitarem as diferenças. Grupos estudam os feitos e as obras do Mestre, pregam a caridade e amor, mas são incapazes de amar e acolher uns aos outros que também falam das lições do Mestre, mas de uma forma diferente que também leva ao mesmo objetivo da salvação. Quantos ainda se furtam a oportunidade de viver a felicidade plena por não colocar em pratica o verdadeiro evangelho que apontam a todos o caminho, a verdade e a vida. Irmãos que limitam o seu conhecimento e discrimina teu próximo, seria diferente dos sacerdotes que foram inaptos a reconhecer o salvador que sempre anunciara no púlpito? Reflitam sempre a sua conduta.

Bezerra de Menezes, escrito pelo médium Marcelo Passos.

06/10/2015.

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