quarta-feira, 15 de julho de 2015

Quando chega à hora.



 
A fatalidade só existe, no verdadeiro sentido da palavra, apenas no instante da morte. Quando esse momento chega, seja por um meio seja por outro, não a podeis evitar. (Allan Kardec)
 
Os desafios de crer no plano de Deus passa pelo processo da destruição da matéria conservando a essência espiritual eterna na sua tarefa permanente de renovação. O desejo de um abraço a mais, de mais uma manifestação de afeto, de poder ter feito mais um pouco marcam a vida de muitos irmãos quando tende a despedir momentaneamente daqueles que voltam à morada eterna a continuar a sua tarefa a esperar aqueles que ficam trabalhando a sua evolução.
 
A saudade marcará no espírito e na consciência daqueles que se separam por algum considerável período, tendo-nos que praticar o desapego do contato a continuar a vida em avanço aguardando a oportunidade deste reencontro. A possibilidade de voltar a ter no abraço aqueles que partem antes para o mundo espiritual compreende-se do merecimento básico de labutar no presente esta condição, pois se não cumprir o propósito de Deus para a caminhada prospera, poderá o processo ser longo e demorado ao momento do abraço. Afinal, aqueles que desperdiçam a oportunidade de salvar-se purgarão em si mesmo a omissão e a inércia contra si impedindo-o das possibilidades de alegrar-se justamente com aqueles que sempre o fizera bem.
 
Quando chegada a hora da despedida não há como prolongar, seja de uma forma esperada ou subida. Nos planos do divino é perfeito no seu ajuste, mesmo sendo angustiantes aqueles que assistem à partida de uma forma ou outra. O acaso pode existir ao conforto da tristeza da separação, mas no momento de encerrar a jornada terrena esta hora proverá a sucumbência da matéria a mãe terra em ascendência do espírito a ocupar o seu lugar no universo construído por sua vontade com aqueles que o faz afim.
 
Tendo a vontade de perpetuar ao lado de quem se ama e não se separar jamais é uma forma de preservação do amor que há nas células eternas da alma. E é fundamental, mesmo tendo o sentimento de apego, viver plenamente as virtudes sagradas no presente, para quando chegada o momento da despedida, o alivio do afeto praticado a auxiliar na cicatrização da dor desta separação. A saudade ferira, mas a certeza do amor manifestado de variadas maneiras é o balsamo da esperança do reencontro no tempo de Deus que não falha jamais.
 
Ame de verdade e agora quem esta ao seu lado, e havendo divergências, procure a humildade calando no momento oportuno, reconhecendo as fraquezas, falando no instante exato de ajudar o próximo, honrar os pais e familiares, amando os amigos, louvando ao Senhor amando uns aos outros, perdoando os devedores como desejas ser perdoado, dividindo o que de demais lhe é devido, pois ao chegar a hora, a certeza de que realmente fizera a sua parte será o combustível da perseverança da continuidade da vida.
 
Dr. Bezerra de Menezes, escrito pelo médium Marcelo Passos.
15/07/2015.
 

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