sexta-feira, 13 de março de 2015

Vencer


 

"Com a inveja e o ciúme, não há calma nem repouso para aquele que está atacado desse mal: os objetos de sua cobiça, de seu ódio, de seu despeito, se levantam diante dele como fantasmas que não lhe dão nenhuma trégua e o perseguem até no sono." 

Somos livres e como tal responsáveis pelos atos e consequências das escolhas preferidas. Não há vilões que possam ser responsáveis decisivamente pelas quedas e falências em determinados instantes da existência, provemos em nosso cotidiano do resultado de busca para a própria subsistência. 

Todos são cercados por testemunhas, mas nenhuma com a força do impulso que provem do arbítrio pessoal. Não somos fantoches para se deixar guiar sem o discernimento pessoal, para onde vamos e aonde permaneceremos nada mais é que fruto e resultado da consciência atraída por sentimentos pessoais e muitas vezes movida por uma ganância que poderá seriamente comprometer a caminhada presente que se refletirá nas instancias adiante. 

Fazemos arvoredos das sementes cultivadas, e quando se semeia no campo da vida os grãos do pecado, não há como ofertarmos frutos sadios, decisivamente condena-se a própria decadência e nestas circunstâncias proverá a falência da paz e da felicidade que se estagna na complexidade do progresso.  

Não há como uma árvore ruim dar bons frutos e nem uma árvore boa germinar maus néctares. Quando se desencadeia na alma um mau fruto, havemos, se for preciso, cortar uma galha ou toda ela para que não comprometa toda uma estrutura de boas possibilidades, afinal é preferível entrar no reino dos céus cocho do que se perder por inteiro no pecado nos choros e rangeres de dente.  

Em todos os momentos de nossa caminhada recebemos do Criador o adubo do  bem e do amor para poder sempre ofertar o melhor, mas se formos omissos, inertes aliado ao comodismo e à preguiça não há como a safra ser boa. Nosso pai deseja que sejamos bons e naturais para buscá-lo de verdade e transformar as nossas misérias em cinzas e submergir como verdadeira árvore do bem da vida eterna. 

E lembre-se que a sentença da nossa consciência vale pelo julgamento dos nossos atos.
 

Dr. Bezerra de Menezes, escrito pelo médium Marcelo Passos.

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