segunda-feira, 2 de março de 2015

Responsabilidade



 

 
O homem é assim o árbitro constante de sua própria sorte. Ele pode aliviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça dependem da sua vontade de fazer o bem. (Allan Kardec)
 

O homem vai na vida semeando boas e más ações, pois não há um que não pratique de uma ou de outras, pois ate o mais puro espírito tem suas fraquezas.
 

É importante entender que a natureza nos molda conforme a nossa vontade e que não há como depositar as nossas expectativas quanto ao triunfo e ou mesmo a falência das nossas pretensões aos nossos semelhantes e a Deus, que faz de nós os instrumentos de liberdade.
 

O arbítrio que nos faz direito nos faz o dever de zelar pelo próprio bem estar onde decisivamente estará refletido o acontecimento do momento, não haverá milagres sem o devido merecimento e o arrependimento de nossas fraquezas e nossas falhas ao longo da caminhada. Cometemos enganos pela ignorância da matéria e também voluntariamente pela vontade e pela teimosia de manter uma situação que tende somente a conseqüência derradeira da felicidade e da salvação.
 

Nenhum irmão poderá arguir ao Senhor a falta de oportunidade de mudar um instante, afinal, a todo o momento recebemos os sinais nas mais variadas formas, e dentre eles a voz da consciência pedindo para mudar o curso fundamental da nossa existência.
 

Quando atingimos degraus significativos do progresso espiritual e existencial devemos ficar muito mais vigilantes quanto às tentações que surgirão com maior agressividade aos filhos do Senhor. Não importa qual grau atingimos, a vigília deve ser constante para que mesmo diante de um patamar privilegiado não sejamos vitimas do pecado. Afinal somos influenciados pela sintonia do ambiente que criamos ao nosso redor.
 

A busca por uma posição privilegiada ao gosto de Deus passa decisivamente pela exclusiva postura de nossos atos e sentimentos, a forma que expressamos fará de nosso merecimento o impacto emocional de nossa consciencia, ou seja, em tudo e qualquer situação temos responsabilidade única das nossas atitudes que promovemos a sociedade.
 

Os filhos do Criador têm de se postar com humildade individual e a qual deverá se alastrar a toda a sociedade que se servem, e onde todos e sem qualquer privilegio caminham e necessitam da mesma condição evolutiva para alcançar os caminhos harmônicos até Deus.  Para se fazer merecedores dos bônus eternos, a nossa parte é decisiva, não devemos esperar do próximo e determinados milagres suntuosos que não virão com a própria inércia.
 

Nos vastos campos será possível o joio crescer entre os trigos, mas no momento da colheita será realizada a devida separação, onde os bons trigos serão separados num condimento adequado e o joio será lançado à fornalha para que suas sujidades não tenham mais condições de prejudicar os melhores grãos. Assim é a nossa condição dos  atos da vida, onde teremos a liberdade de decidirmos se seremos trigos e joios.  E ao decidirmos qual será a nossa condição saberemos que no ato da colheita a separação será implacável, de um lado estará os bons que farão parte da mesa do Senhor, e do outro, o joio que será afastado devido a suas impurezas  e sendo levando a fogueira da própria consciência.
 

Diferente da condição do joio na lavoura, o Nosso Senhor permite que todos nós tenhamos as oportunidades permanentes para se tornarem pessoas de bem e de fato merecer o teu reino sagrado. Sabemos que  Deus é o nosso Pai amado, e qual pai não se preocupa com a sua prole e deseja vê-los no melhor caminho.
 

E para que sejamos merecedores da misericórdia divina, devemos superar os nossos próprios obstáculos buscando eliminar os maus instintos que persistem em nos separar da cesta do amor. E acreditando que tudo é possível viver na constância da felicidade plena, desde que tenhamos a responsabilidade de assumir com humildade as nossas fraquezas e buscando a reforma profunda, se arrependendo dos pecados e fazendo o compromisso eteno para com o bem em toda sua instancia.

 

Dr. Bezerra de Menezes, escrito pelo médium Marcelo Passos.

02/03/2015

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