sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Frutos da nossa Alma




Eu nem sempre posso falar aquilo que penso, mas o que não posso falar é exatamente aquilo que eu não devo dizer. (Chico Xavier)


Em diversos momentos de nossa prospera e permanente caminhada existencial nos defrontará atípicas situações que nos farão em alguns momentos calar e em outros expressarem algo que o nosso coração e a nossa razão é capaz de vislumbrar em uma ocasião oportuna, sejam a nosso favor, bem como àqueles que estão a nossa volta.

Nossa alma guarda um histórico de tudo que praticamos desde o inicio de nossa existência e que nos acompanhará por toda eternidade, é onde estaremos em permanente consulta e vivendo todas instancias das nossas semeaduras do jardim da vida ao qual temos a oportunidade de oferecer aos nossos frutos que melhor nos convenie, e evidente que haverá sempre a chance de descartar os frutos indesejáveis de nossa alma.

Compreendemos que uma arvore é capaz de produzir sacas dos mais belos e ricos frutos sadios, e sabendo também que, se não houver o devido cuidado de nossa parte das bondades que podemos e temos a missão de ofertar poderá surgir àqueles rebentos que se não for retirado tão longo da nossa cesta toda uma safra poderá ser comprometida por aquele único fruto fétido que tornará todo o restante de nossa lavoura em uma espécie toxica a todos aqueles que porventura desejarem experimentar daquilo que nos é possível oferecer.

Dentre todo o nosso universo pessoal há uma verdade tão livre que nos faz ir aonde quisermos sem se deslocar de onde permanecemos, o nosso pensamento, este tem a capacidade vasta em nossa mente e nos faz vislumbrar sentimentos e emoções que regerão a nossa existência por um longínquo período, tudo o que pensamos deve ser domado a todo o instante por nossa consciência, afinal, o que produzimos em nossa mente se não for devidamente pautado pelo equilíbrio e praticando o respeito em toda a sua acústica, saibam que haverá uma serie de transtornos aos meios que somos inseridos, como poderá haver momentos em que, se não agirmos com restrições pessoais a nós mesmos, seremos em alguns casos excluídos do convívio de outros irmãos e das oportunidades de desenvolvimento da felicidade e o que poderá ocasionar a caminhada solitária, pois muitos não conseguiriam se adequar ou mesmo resistir aos exageros das atitudes que nossa mente é capaz de produzir, e se colocarmos tudo que nasce de nossa mente para além de nós, provavelmente tornaríamos seres inconvenientes ao bom convívio.

Esta proposição meus irmãos não tem a pretensão de orienta-los para omitir tudo aquilo que pensamos, o fim que se destina estas linhas é a orientação e a importância de nos portarmos respeitosamente ao mundo que nos recebe, e compreendendo que, se a nossa mente é livre para captar e produzir de tudo e se não houver as devidas orientações nossa e perceber o nosso limite para frear os nossos ímpetos seremos cada vez mais testemunhas da catástrofe existencial que assola toda a pretensão de se construir e manter a paz pessoal e de todos os povos.

Haverá momentos aonde deveremos praticar os antônimos da existência e nos equilibrar, bem como harmonizar o meio ambiente que nos recepciona, teremos de em diversas situações de nos calar como falar, de agir como retrair, de orientar como deixar que o nosso semelhante adquira as experiências da vida por seus próprios atos, de pedir como apenas desejar e todas estas e demais atitudes e mesmo que a presunção seja de tutelar seus amados é importante limitar os impulsos para não prejudicar o progresso do outro, afinal, tudo que havemos de viver, seja em situações benéficas ou contrarias, é importante a cada um viver o seu peculiar momento e por isto da importância de reger o próprio destino diante dos desígnios que o Senhor proporciona aos resgates dos seus débitos assim como o cumprimento de todas as suas missões.

Somos como a semente de uma árvore capaz de produzir diversos frutos, mas a qualidade de cada oferta será exclusiva da sua vontade, onde poderão ser gerados bons ou maus frutos e quanto ao desenvolvimento de cada ramo exclusivo dependerá do que se pretende ofertar e quando destas ramas saírem frutos indigestos nos caberá o discernimento de poda-lo para que possa renascer uma nova força, mas para isto basta querer ser útil e sadio na sua pretensão.

A necessidade de evolução é para todos, mas sabendo que, se não houver o equilíbrio e a vontade de nossa parte, poderemos até se alcançar algum beneficio, mas sempre haverá algum item faltoso e assim havendo de esperar uma possível oportunidade que será ofertada no tempo que o Senhor determinar sob a sua justiça.

Por isto façamos um pouco mais de esforço pessoal para alcançar o topo do nosso mundo buscando retirar as sujidades dos ramos de nossa árvore eterna como os sentimentos inferiores que sucumbe o nosso melhor, e não queiram viver intensamente um momento de prazeres perecíveis que logo cessa ficando o vazio da frustração pessoal.

Construa em sua alma algo permanente, e não importa o tempo que for, mas que seja algo que poderá eternamente desfrutar quando bem desejar, e se não encontra o caminho por onde começar consulte o coração, saiba ouvi-lo e deixe Deus agir em você e verá que as respostas brotarão em sua mente, restando apenas a sua atitude e ação.



Dr. Bezerra de Menezes, escrito pelo médium Marcelo Passos. 

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