sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Caminhos de Deus



“Nem Jesus Cristo, quando veio a Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos”. (Chico Xavier)

É comum neste universo o desejo de muitos irmãos clamando milagres a Deus, mas com pouca ou nenhuma ação meritória a merecer divina graça. Muitos creem que milagres é algo espantoso e ou sobrenatural a nossa concepção e discernimento, mas Cristo já nos provou que Deus é o Senhor do possível e dentro deste sentido podemos alcançar os nossos objetivos se também formos merecedores de receber exclusiva graça.

Milagre não acontece por puro encanto, ao contrario, milagre é transformação, é salvação, é amor e não há como crer que seremos contemplados por apenas pedir se não fizermos a nossa parte, vislumbrem irmãos que os milagres praticados por Jesus e que podemos encontrar no livro sagrado somente foi possível graças ao mérito de muitos que foram curados e ressuscitados, pois estes tiveram a fé em Deus e por acreditar incondicionalmente no Deus do possível e foram agraciados por tamanha dadiva, como houve muitos que purgam até hoje por ter rejeitado e mesmo sentenciado a crucificação o salvador, principalmente os sacerdotes que não tiveram o amor e a fé para reconhecer naquele homem o verdadeiro enviado de Deus.

O mestre veio justamente para nos mostrar o caminho, a verdade e a vida pelo seu amor, mostrou que não conseguimos nada pela inercia e pela omissão, nos mostrou que a nossa fé é capaz de nos fazer salvos e merecedores de determinadas graças e que o milagre esta em nós mesmos pelo trabalho honesto e fraterno que desprendemos a praticar incondicionalmente ao universo.

Jesus não curou e não praticou milagres ao léu somente por fazer, veio e ensinou-nos qual seria o caminho que deveríamos e devemos percorrer, e aquele que foi até ele com fé e acreditou, foi curado de todos os pecados e enfermidades, e quem não acreditou e não acredita, saiba que Cristo jamais o questionou e arguirá o porquê, pois ele nos conhece e sabe de nossa dimensão e necessidades, como também não quis convencer-nos por exigências e prepotência de caminharmos com ele, ou mesmo nos obrigou que acreditássemos nele.

Jesus é como um rio que desagua suas lições e seu amor em todos os lugares e em nossos corações, mas que sempre esta no mesmo lugar e disposto a nos receber quando sentir as necessidades para nos saciar, como nosso amado Pai e criador que respeita todas as nossas convicções sem nos obrigar a nada, ao qual evidente que deveremos estar cientes das consequências quanto ao ímpio e que também se mantém no mesmo lugar a espera que façamos a nossa parte e agirmos de quando sentir frio, sede e fome que possamos ir a até ele para satisfazer-nos e curar-nos das nossas necessidades onde muitas vezes nos vemos acuados e fracos e até mesmo acanhados de ir até ele, mas Deus é o balsamo que alivia nossas dores e se tivermos atitude podemos mergulhar em suas águas cristalinas de amor a nossa salvação.

Mas qual é o caminho de Deus? Certamente aquele sensato ao respeito, ao amor e a fé na vida eterna e que de posse dos conhecimentos da vontade do Criador traçamos o nosso próprio sentido atuando e sentindo naturalmente o bem e o milagre da transformação dos nossos pecados, arrependimento e consequentemente usufruindo o que nos é devido por merecimento.

Não vamos esperar que milagres espantosos nos seja devido sem o verdadeiro trabalho e o autentico mérito que nos é condigno, pois assim poderemos sofrer pela angustia e assim nos decepcionaremos e creditaremos as consequências de nossas escolhas em uma injustiça que não nos caberá reivindicar ao Senhor.


Façamo-nos uma viagem interior e vejamos de quantas inatividades e omissões que praticamos em muitos momentos e instancias, onde poderíamos ter perdoados e não perdoamos por orgulho, onde poderíamos ter saciado a fome de um irmão e não o fizemos por egoísmos e preconceitos, onde poderíamos ter amado os nossos inimigos procurando entende-lo e ao invés preferimos o ódio, onde poderíamos ter levado a paz e provocamos as guerras como as discussões ruinosas e agressões múltiplas, onde nações poderiam praticar a tolerância e a fraternidade promovendo a dignidade, preferem as guerras bélicas, onde poderíamos ter promovido à tolerância e a paciência e praticamos a discórdia, e nesta direção meus amados é como um oceano de atos contra a vontade divina que exercermos quase que naturalmente, e, fazendo essa reflexão nossa poderemos constatar que realmente temos exclusivamente a própria culpa.

E saibam meus amados que não seremos perdoados se não nos arrependermos dos nossos erros e pecados e também se não perdoarmos constantemente e buscar sempre a serenidade e o equilíbrio da verdade em todo o sentido. Mas o que é a verdade? De certo que é a nossa postura de lealdade à vontade de Deus a serviço do bem na proporcionalidade da nossa capacidade para com a propagação do bem do evangelho, não apenas no sentido literário, mas efetivamente nas nossas ações e nos nossos sentimentos dispostos a universalização das benéficas divinas ao dispor da fraternidade, da caridade e do amor que foi o caminho que Jesus nos ensinou e mostrou qual é o rumo certo.


Dr. Bezerra de Menezes, escrito pelo médium Marcelo Passos.

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