segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Caridade e Fé



            Fora da caridade não há salvação, avaliando o instituto deste posicionamento ofertado a todos através de Allan Kardec em sua majestosa obra, comunga-se com todas as nações o sentido e o caminho de nossa postura frente à humanidade carente de esperança. Assim nasce o conceito mais sincero em prol da salvação universal, a caridade em sua magnânima obra traz todos os elementos necessários para se alcançar este tão desejado caminho de realidade.

            A prática da caridade em suas inúmeras possibilidades não escolhe seus atores e muito menos seus beneficiários, todos nós somos dependentes da caridade, podemos tanto doar em todo sentido, como sermos agraciados, mas para isto basta simplesmente a vontade de fazer e agir aliada a humildade de reconhecer que ninguém é suficientemente capaz de andar solitário sem o amparo de uma mão protetora.

            Quando se define que fora da caridade não há salvação, não são apenas as palavras de um homem, mas a vontade de amor que Jesus tanto quer que pratiquemos um ao outro e sem distinção, praticar a caridade vai além das denominações doutrinarias e seus preceitos, vai além das classes sociais, etnias, nacionalidades e escolhas pessoais. A todo o tempo estamos sendo amparados por outro irmão em qualquer ambiente e situação no planeta, bem como nas esferas eternas das colônias de Deus.

            Quem crê que não depende do outro irmão para se mantiver terá todos os requisitos básicos para uma vida de depressão, tristezas e infelicidade existencial, a caridade vai muito além da doação física e material, a virtude está na prestação do auxilio ao próximo em todo o sentido de tornar as dificuldades e as necessidades do outro em um porto seguro, em um aconchego e no auxilio que tanto se busca quanto para uma solução.

            De algo podemos destacar e crer que não basta apenas praticar a caridade com o interesse de barganhas sociais e com intuito de reconhecimento aos confetes em nome da vaidade e do orgulho e muito menos tornar-se artifícios para se alcançar algo supérfluo ao real instituto caritativo e não ser instrumentos de dominação, trunfo para humilhação e desdém a aqueles que necessitam de uma ajuda, bem como na condição de atender às necessidades de quem detém a solução para os problemas de um irmão em dificuldades que ao invés de ajudar comercializa suas indulgencias. E sabemos o que é dado de graça deve ser ofertado de graça e dentro desta verdade está o discernimento ao conhecimento, o que é dado ao seu portador por mérito terá como bônus as consequências do trabalho.

            Além da caridade é necessária a fé pura em si e acreditar nas promessas divinas e em Deus Pai que nunca deixou faltar nada a seus filhos, principalmente sendo justo nas oportunidades de reparação aos erros praticados como a dadiva do renascimento. Acreditar sempre na sinceridade do sentimento, do trabalho ofertado e do bem exercido, acreditar sempre na salvação através da caridade que passa por todos os atos praticados com sinceridade e amor, como também não basta conhecer todas as passagens do santo evangelho se não colocar em pratica todas as lições expostas e possíveis a qualquer um, e lembre-se sempre que fora da caridade não há salvação e a vida sem a fé não há sentido de existir.


            Dr. Bezerra de Menezes, pelo médium Marcelo Passos.

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