sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ajudar sem aplausos



No planeta expiatório é bastante comum a pratica do bem em toda sua esfera e o desejo de muitos de seus praticantes o intuito do aplauso e do reconhecimento de suas obras, isto é vaidade, sentimento este incapaz de ajuda-lo nos momentos de fraquezas e nas indiferenças quando a algo praticado ao bem.

Não deixei que a mão esquerda saiba que a mão direita praticou e vice versa, não havemos de colher os louros ou recompensas de algo que é dever de ser natural ao ser encarnado e mesmo desencarnado, o bem que praticamos deve ser ele caridoso e espontâneo e sem qualquer desejo de glorias que não lhes cabe neste universo. Como Jesus nos ensinou que aquele que pratica o bem e se envaidece com os aplausos terrenos e trabalha o bem com este proposito, já recebeu da terra a sua recompensa, ficando a divina providencia isenta de recompensa-lo pelos méritos praticados na eternidade ao seu semelhante, mesmo que este tenha recebido de si o auxilio por toda sua existência.

É louvável ao praticar o bem se engrandecer com a emoção e o agradecimento que o beneficiário recebe de nossas mãos liberais, mas que este sentimento não se coloque a frente da verdadeira caridade ao bem praticado, receber o reconhecimento ao bem exercido é natural, como devemos louvar e agradecer a Deus pela existência e pelas oportunidades que nos oferece para engrandecer de verdade a nossa existência espontânea e lembrando que nosso Deus não espera apenas agradecimento e sim ação e devotamento ao próximo com o amor que ele nos tem e nos une por este universo.

No planeta onde a vaidade entre uma serie de desejos nocivos e perecíveis tomam conta do ser, quando encontrado textos como este e outros mais como no evangelho redivivo e consolador de Nosso Senhor Jesus Cristo, o filho de Deus, as escritas e as instruções soam como derrotismo e insanidade principalmente de quem verdadeiramente praticam o bem, sendo muitos destes ridicularizados pela pratica da caridade que praticam e também quando estes se tornam mansos e humildes de coração, assemelhando o seu coração ao mestre da salvação. Pois quem não vive da essência do evangelho ainda é pobre de riquezas verdadeiras do espírito e os seus preconceitos serão demonstrados pelas ferocidades das palavras agressivas a quem toma o caminho certo da redenção e da salvação. A estes não se deve deixar levar-se pelo mal, resista e vença todos esses obstáculos e continue a ser sua essência o caminho do bem.

O governante que assume o controle de uma nação tem pela frente a tarefa de tonar o caminho material de seus governados com melhorias em inúmeras áreas sociais e humanas individualmente e coletivamente inseridos no território de suas fronteiras, abrindo o coração da pátria para que outras nações e seus membros possam querer visita-lo e mesmo instalar moradia. Essa pratica do direcionamento é abençoado pelo Criador, aquele que se propõe a trabalhar pelas causas justas e humanitárias são dignos do nosso mais profundo respeito, assim como tem pelo Pai.

Atravessaram-se séculos e estes lideres tem tomado caminhos tortuosos a sua missão, a vaidade, o orgulho, o egoísmo tem feito homens de elevada posição a fazer e praticar atos sangrentos e desumanos contra seus semelhantes, guerras, fomes, misérias e falta de interesse social e humano tem feito o planeta agonizar em uma esperança que não vem pelas mãos de seus chefes de nações, pois o sentimento da ganancia tem dado lugar a famigerada miséria universal, transformando homens de bem em verdadeiras criaturas mecânicas e irracionais a lidar com seu próximo, formando assim uma cadeia de violência espalhadas pelo universo.

E ao longo dos ciclos vemos homens públicos oferecendo o mínimo de dignidade as suas nações, que se vangloriam e envaidece-se por este bem que dizem praticar, buscam aplausos e revências de seus subordinados, destoando assim da sua missão em nome de poderes imaginários do planeta, mas que são totalmente miseráveis do espírito. E estes que buscam a recompensa e reconhecimento pelo outro homem a este a já lhe é dado o mérito pelos homens e isentando a divindade de lhe ofertar a merecida recompensa de atos verdadeiros e humanitários exercidos em nome do bem. Feliz a nação cujo seu governante é temente a Deus, pois este poderá não dar solução a todos os problemas, mas este saberá conduzir o melhor de si e sem lograr louvores que não lhe devido.

Vemos também irmãos nos altares das inúmeras doutrinas espalhadas pelo planeta que visam louros que não lhe é peculiar, fazem de suas obras em nome de Deus trunfos para atrair noviços a suas cadeias egoísticas, principalmente ao criticarem e apontar erros e defeitos, difamando diversas outras doutrinas com o intuito de desclassificar seus sacerdotes com o interesse de arrebatar fiéis a sua conveniência e não respeitando aqueles que buscam a Deus nos diversos caminhos da salvação, muitos destes buscam serem reconhecidos, louvados, idolatrados e serem recebidos com ramos por onde trafegar como era com os escribas, os fariseus e o saduceus da época de Jesus encarnado, também a estes já lhe será ofertados as recompensas da terra e isentando a divindade a trata-lo com os méritos justos.

Também ocorre na ciência diversificada no universo, onde profissionais destacam-se nas suas origens e buscam reconhecimentos e títulos perecíveis de papel, mas que não o sustentará na eternidade se a pratica da caridade pura e verdadeira não acompanhar a habilidade que lhe fora adquirida sob as bênçãos divinas. Pode muitos adquirem e que é abençoado pelo Criador o acumulo de bens e riquezas materiais com o intuito do conforto, mas não bastará ter para si estes benefícios, se os excedentes que lhe for real não servir para a caridade universal de alguma forma louvável e completa no intuito de aliviar o caminho tortuoso e difícil de outro irmão e podendo este a quem muitas vezes se dê as costas ser um amigo leal na sua estrada que te amparará nos momentos de dificuldades para caminhar.

Vamos então irmãos buscar um sentido verdadeiro para a caridade e suas praticas, desde que sejam espontânea e despretensiosa a qualquer reconhecimento público, pratique o bem em silencio e verdadeiro, para então serem merecedores da misericórdia e da justiça divina. Agradeça quanto ao agradecimento de quem é beneficiário pela sua ação, mas jamais tome isto como bandeira e trunfo para seguir praticando o bem e façam como as águas do rio que passa e não voltam mais dando sempre lugar a novas águas que nada mais fazem que cumprir o seu curso natural.


Dr. Bezerra de Menezes, pelo médium Marcelo Passos. 

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