segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Se não serve para construir então não destrua.



O cetro não se afastará de Judá nem o bastão de comando de entre seus pés, até que venha o leão, a quem prestarão obediência os povos. Genesis. 49,10.

            Passamos por muitos caminhos para alcançar o mesmo objetivo da salvação no reino de Deus, somos criaturas em eminente comunhão com todas as adversidades planetárias e existenciais, jamais teremos pensamentos e intimidades totalmente igualitárias, um com maiores experiências e outros menos, como também os comportamentos diferenciados e as escolhas para a felicidade praticada na liberdade frente à lei do livre arbítrio que designado pelo criador para que realmente possamos fazer melhor um mundo e uma humanidade que nos é importante e fundamental para uma boa convivência e a pratica iminente do respeito.

            Somos criaturas de construção, desde o caráter até as facilidades materiais tão importantes para o desenvolvimento desta edificação quanto para a salvação de todos num paraíso prometido a quem realmente faz por merecer esta divina graça. Tudo na natureza se reproduz e prolifica para a manutenção do ciclo da vida e para que a totalidade existencial continue a reproduzir as partículas divinas a comprovar tamanha a grandeza de Deus sobre nossas vidas. Quantas etapas vencidas e eras trabalhadas para este presente momento, são heranças de irmãos tão importantes que de suas ações benéficas produzira o perfeito equilíbrio da existência, são construções permanentes que desfrutamos, e para qual a manutenção desta riqueza a futuras gerações.

            O discernimento traz uma sensível ação quanto a pratica do bem e do mal, ao contrario dos seres inorgânicos e orgânicos como os animais que agem conforme instinto, os homens adquiriram de Deus este dom para seguir seu caminho, o certo e errado é a produção da alma e nela permanecer na busca para onde seguir, não há justificativa para a prática do mal quanto ao desconhecimento do bem, não há quem se furte a esta informação, mas como o encantamento do mal é mais atrativo do que as pedreiras do bem, seu contingente é mais favorável em meio à preguiça e ao acomodamento que existe na intimidade de muitos irmãos que se enveredam para este caminho mais fácil, mas sem saída.

            Ao mesmo tempo em que a construção faz parte do compromisso humano para com Deus, à destruição vem como forma maligna de perder toda ovelha do criador no sentido desta salvação, há de lembrarmos que o perverso não comunga em nenhum instante da obra de Deus, o antônimo do bem de Deus são todas as praticas errôneas do mal, engana-se todos aqueles que o dito diabo atrai o homem para si por acha-lo habilidoso, bonito e forte, não, quer perde-lo como forma de afrontar a Deus destruindo os que se rebelam contra o criador e aquele que se encontra em instabilidade da fé e na vulnerabilidade da proteção espiritual é presa fácil para ação do mal quanto à mente vazia em que muitos irmãos permitem a morada maligna.

            A crescente onda de violência presente na humanidade encarnada é resultado da destruição da vontade de Deus nos excessos e na intolerância presente que é praticada individualmente e unida a toda sociedade, o homem é o lobo do homem e a todo instante tenta acabar com tudo aquilo que é seu dado gratuitamente pelo Criador para o seu progresso do bem, como destruir seu reflexo refletido em seu semelhante, lembrando que somos todos criados pelo mesmo amor, mas com histórias diferenciadas para saber viver com o diferente e também vencer todas as formas de preconceitos malignos impostos pelo padrão preconceituoso da sociedade primitiva que impera sobre o certo e errado praticado pelos homens a estabelecer padrões e costumes artificias.

            Quero ser feliz. Essa é a frase dita por muitos quando arguido quanto ao que desejaria pedir a Deus, mas para ser feliz, o que é preciso fazer? Para essa pergunta não há respostas padrão ou ditada por um único sentido, a felicidade é a dadiva divina ofertada em oportunidades peculiares e oferecidas a todo o momento e caberá a cada um de nós aproveitarmos e buscar a real felicidade individual na forma mais liberta do espírito, lembrando que tudo nesta vida é uma construção, desde a base até a edificação do bem para a morada e a proteção da alma e abrigo para outros mais fazer de nós o abrigo para suas inseguranças.

            O discernimento é inserido em cada um de nós e traz consigo o livre arbítrio na melhor forma para o uso de suas necessidades, como também as consequências oriundas das escolhas preferenciais e com cada irmão assumindo suas colheitas. Não há como plantar tempestade e querer colher o brilho do sol, claro que no desenvolvimento desta frondosa árvore, o que se plantou pelo mal, poderá a qualquer momento mudar os rumos do desenvolvimento e tornarem-se frutos tão sadios quanto os produzidos com amor e dedicação. Pobre daquele que não reconhecer em seu semelhante o poder do instituto da mudança, pois ninguém esta isento de precisar provar para ser confiado e claro, orando e vigiando a todo o momento.

            Toda construção requer estudos e trabalhos minuciosos para erguer todo um império desejado e almejado, cada irmão tem consigo uma bagagem significante de construção, a engenharia da vida o que traz muito suor, dores, lagrimas e recomeços, como também vitorias e triunfos, alegrias, felicidades, realizações, tudo fazendo parte de toda uma estrutura edificante, somos engenheiros e arquitetos da própria vida, desenhamos e executamos sonhos, este é o sentido da vida confiado por Deus. E aquele que de posse de sentimentos como o egoísmo e a inveja não sabe o que esta por traz e da bagagem de um irmão, julgando-os por aparências pelo instituto nocivo do preconceito embutido em cada julgamento alheio.

Pode um irmão ter uma vida intensa de boas e relevantes construções, mas um único desajuste poderá todo um império se ruir, principalmente se seu erro for notoriamente público, pois muitos irmãos ainda querem julgar seu semelhante como capacidade tivesse para tal e condenam a muitos a uma injusta punição. Quem nunca errou e precisou da compreensão alheia (...)?

Infelizmente essa é a realidade presente há muitos milênios na historia humanitária, onde a destruição é muito mais presente na vida de muitos do que a partilha da construção, o preconceito e os nocivos costumes sociais devastam qualquer construção como um furacão que arrasta tudo que encontra pela frente, causando sérios prejuízos, e ao contrario do fenômeno da natureza onde ainda encontram irmãos solidários a dor a alheia, a destruição do império existencial é muito pior e sobrarão os escombros para seus proprietários reconstruir e com ajuda daqueles que realmente conhece a sua verdadeira historia.

Com tudo isso meus amados, compreendam que assim como nós, todos têm uma historia construída individualmente, podemos até nos conhecer mas não poderemos conhecer a profundeza e a realidade de nossos semelhantes, bem como sua historia existencial e por qual caminho seu espírito trilhou, como esse sentido não conhecemos de nós em sua integra como também na atual encarnação, enfim, por onde andamos no passado? Somente o criador sabe. A sentença proferida injustamente é fruto da condenação em que muitos de nós somos levados a traçar aos erros de nossos páreos e nunca nos perguntamos: quem será este irmão verdadeiramente?

Toda a construção como nós sabemos é muito difícil, mas para destruir basta empurrar e tudo se transforma em entulhos e escombros, resultado do preconceito e da intolerância presente no coração e na vida de muitos. Por isto amados irmãos, você que luta para construir toda uma historia e também sabe o peso do recomeço de uma ruína e seus desafios cotidianos, nunca queira destruir o império alheio e se você não prontifica a ajudar seu irmão na construção, pelo menos não se junte ao mal para destruí-lo o que não seu por direito. Cuidemos do nosso império e das nossas construções que já é muito difícil mantê-lo intacto e o que dirá cuidar do império alheio.


Dr. Bezerra de Menezes, pelo médium Marcelo Passos.

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