terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Toda ação uma reação.



A sabedoria não entra numa alma que planeja o mal nem mora num corpo devedor ao pecado. Livro da Sabedoria. 1,4.

            Existimos pelo amor e diante da liberdade somos responsáveis pelos atos e condicionados ao merecimento da colheita ao qual de fato nos encontraremos na grande força evolutiva iminente a cada irmão. Nosso Pai nos criou para que a grande engrenagem da vida torne a existência mais favorável e que possamos saldar nossos débitos passados para um presente merecedor da abonança do futuro.

            As diferenças sociais e mesmo as adversidades físicas na matéria são oriundas de uma ação, pois todos os nossos atos há uma reação para cada sentimento e comportamento frente à sociedade. Não há como uma árvore ofertar bons frutos se a semente não for bem plantada e cuidada, e se apenas deixar para que o tempo cuide de desfrutar na tarefa natural, poderá a grande árvore crescer e frutificar, mas não há o que reclamar se este fruto não for sadio, pois ele ofertará o que suas limitações oferecerão.

            Havemos de zelar por todas as nossas sementes e planta-las em cada terra fértil no coração de nossos irmãos e na evolução planetária o fruto sadio da esperança e da fonte eterna da sabedoria. Cada um traz em seu intimo matérias suficiente para elevar o coração e a vida de seus semelhantes, mas infelizmente impera no coração e na vida de muitos as chagas do egoísmo e do individualismo, algo condenável pela vontade divina, ou seja, Deus compartilha suas belas e impares obras sem nada impossível cobrar, apenas as consequências do amor e do respeito, além de nos presentear com a sabedoria para comungar com nossos gêmeos a formação do bem comum.

            Como toda ação tem uma reação não há de lastimar se a prática lasciva do mal refutar nas colheitas desafiadoras ao bem e se a cruz pesar com veemência a caminhada existencial há de agradecer a Deus a oportunidade de aprender com os erros e com eles poder crescer na esperança e não mais pecar, mas se diante de toda prova de recuperação das ações o mal voluntario continuar a ditar as regras da ação e do sentimento, Nosso Senhor terá a autoridade de retirar da posse os valores consagrados e as oportunidades para salvação por sua vontade e permitirá que seus praticantes vivam a realidade que lhe  favorável e com isto o sofrimento da consciência a atormentar as oportunidades perdidas.

            Reclamam os praticantes do bem quando os obstáculos surgem em sua caminhada e arguem a Deus quanto aos desafios, mas como é de ciência toda nossa colheita do passado refletirá com propriedade o presente para que possamos reparar nossos erros para um futuro melhor e se a pratica do bem consome a alma aproveite cada oportunidade de crescimento e quanto aos desafios aproveite para crescer ainda mais, aprenda com eles as lições eternas da sabedoria do amor e do bem.

            Nem toda cruz é desejo de Deus, ao contrario, Nosso Pai nos quer felizes sempre e nos quer ao seu lado no seu Reino para poder auxiliar outros irmãos em evolução para que cresçam na sua graça. Quando nos enviou Jesus não traçou a crucificação do Mestre, ao contrario, fora algo determinado pelo mal dos homens, o orgulho e a vaidade em nome do poder regrado pelo maligno, mas Jesus soube em sua sabedoria receber a sentença e carregar consigo as marcas de todas as nossas fraquezas e pecados que ainda no presente insiste em dominar a vida de muitos.  O maligno agiu naquele tempo na fraqueza que existe no intimo de cada ser, na ganância e no desejo com soar na melodia do orgulho e na vaidade que faz partitura na realidade e no oceano de irmãos que se perdem com nauta sem bussola a procura de um norte e fez com que aquele, Judas, o Iscariotes, entregasse o Mestre aos abutres doutores da lei e sacerdotes da época, pois como não conseguira perder Jesus pela astucia, usou a fraqueza alheia para atingir o Mestre, mas para sua infelicidade Jesus continua sendo o maior entre nós.

            Assim como na época o maligno fez perder o apostolo, pois usa as fraquezas intimas para perder os irmãos em Deus com sua vasta sabedoria maléfica, afinal ele nos conhece muito bem como conhecia a fraqueza de Judas e soube usa-lo para cometer a traição e fez com que se perdesse na vergonha e na eterna condenação. Quantos de nós apontamos para Judas e cometemos traições e entregamos nossos irmãos a muitas perdições e mesmo a morte, como agressões, ingratidão, cólera, raiva, rancor, ostentação por luxuosos patamares sociais, quando usam a humildade de irmãos para submetê-los as vaidades, isto é uma fraqueza que acompanha irmãos encarnados e desencarnados e que haverão de aprender com as experiências individuais o valor e à proporção que cada um merece em nome do respeito e do amor, haverá de sentir no espirito as consequências dos males.

            Por isso que havemos de louvar ao Senhor mesmo sofrendo com as limitações físicas e materiais, pois é através dessa oportunidade que havemos de nos salvar e apagar da alma todos os sentimentos e todas as marcas do mal impregnadas nas ações corrosivas do pecado. Engana-se que os anjos de Deus e os irmãos habitantes do Reino do Pai não tiveram que vivenciar as mesmas tentações, ao contrario, muitos caíram e viveram inúmeras provações e consequências de seus atos, mas souberam aproveitar as oportunidades.

É tempo de redimir os pecado e buscar reformar o espírito para o presente saudável para um futuro realmente feliz.


            Dr. Bezerra de Menezes, pelo médium Marcelo Passos. 

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