segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Rompendo parâmetros





E dirigindo-se a eles, disse: “Quem de vós, se um filho ou um boi cair num poço, não o retira imediatamente em dia de sábado?” Lucas. 14,5.



            Há padrões sociais inseridos na sociedade material onde delimita o andar e o livre arbítrio dos irmãos em nome de inúmeras leis impeditivas de liberdade e de fato praticar o bem puro e muitos por medo e receio desta dita sociedade não praticam a verdadeira vontade do Senhor, se prendem a comportamentos e mesmo culturas arbitrárias que ditam regras que acompanham a humanidade por longos períodos históricos.

            Quando esteve entre nós Jesus procurou romper diversos paradigmas ditados aos povos que eram compulsoriamente levados a cumprir determinadas regras impostas por homens que intitulavam enviados do Senhor. Comportamentos que fugiam a vontade de Deus e povos verdadeiramente amordaçados pelos sacerdotes e doutores da lei, muitos inclusive se flagelavam pela covardia determinada por esses ditadores.

            Diante de tantos excessos que imperava sobre a sociedade eis que o Pai enviou Jesus para que determinados parâmetros sociais fossem rompidos e distinguidos a vontade de Deus para com dos homens que ao longo de milênios destoa à vontade divina ensinada por inúmeros profetas e que furtada a sua essência por interesses sórdidos que prendem e até matam vidas aos que escolhem seguir a genuína vontade do verdadeiro Deus.

            Não será nas joias, nas riquezas pecuniárias, nos faraônicos palácios e nas altas grifes a cobrir o material e esvaziar a alma das futilidades que medirá o coração dos irmãos, Cristo não se apoderou dessas peculiaridades para expor a vontade de Deus e ensinar a todos nós verdadeiramente o caminho da salvação. Fora perseguido por romper com o regramento social e impor a muitos destes autoritários ditadores uma vergonha moral, onde ao querer aplicar suas leis eram arguidos pelo Mestre a se avaliarem aos excessos e aos erros que eram comuns a todos e que a severidade que desejam impor aos pecadores era também as penalidades plausíveis a seus comportamentos.

            Há na humanidade a necessidade de romper com as excessivas amordaças sociais, os momentos da historia presente compreendem que a grande evolução e inclusive o avanço do respeito alheio que é dever de todos a cumprirem e seguir com seriedade e em coletividade com as diversas diferenças sociais.

            As inúmeras culturas diversificadas no planeta existem para que todos aprendam o limite do respeito, não há como impor ao oriental o comportamento ocidental e vice versa, não há como unir numa única vertente as culturas dos continentes planetários, o que é bom para determinada nação não é compreendida por outras, mesmo os que trazem desconforto a culturas individuais e se determinados comportamento forem adverso da vontade divina quem determinara as respectivas sanções será a corte divina, não cabendo a qualquer outra nação impor sobre outras suas respectivas vaidades em nome de poderes infundados a criação do mundo e quando o desrespeito em nome dos poderes vaidosos e há invasões territoriais as guerras serão inevitáveis, causando dores e a morte de inocentes.

            Encontra-se com grande fartura na sociedade planetária indícios de imposição a culturas individuais e a difamação entre seres é imensa por não atenderem a suas realidades comuns, vizinhos que destoam e acendem uma inimizade por comportamentos distintos e pelos regramentos inclusive estéticos a indústria da beleza material mesmo que o vazio espiritual seja consideravelmente um abismo na realidade pessoal. Famílias destruídas pela vaidade e orgulho, pais e filhos separados pelo norte do pecado e do desrespeito a libertinagem maligna e tendo como base o regramento social a um dito comportamento livre frente à hipocrisia dos homens regida pelo pecado e pelos excessos lascivos.

            Busca e viver a felicidade plena deve começar pelo rompimento respeitoso com os determinados parâmetros da sociedade, assim como Jesus fez a época e com o devido respeito às leis de Israel, procurava mostrar que a ponderação e a verdadeira vontade divina começavam com o coração livre para a prática do bem, onde as necessidades alheias e pessoais não haviam de limitar períodos e momentos adequados, pois as necessidades surgem a todo o instante e para Deus não existe tempo ou momento para se praticar o bem, pois a qualquer momento podemos nos arrepender de todos os nossos pecados e caminhar livremente a pátria única e obedecendo as diferenças e fazendo de Deus a unidade do bem, sem que possa prejudicar seus semelhantes.

            Deus não é o Senhor dos males e do desconforto, é o Pai de amor e misericórdia, onde avalia em todos os corações e as ações de verdade por sua vontade e pelos ensinamentos de Cristo no evangelho divino e não pelo que a sociedade impõe pelos excessos. Há sim de respeitar as leis dos homens, pois ela é necessária para que o respeito seja imperativo, afinal, a humanidade ainda necessita de regras impostas para que haja o respeito universal, pois muitos ainda estão longe da vontade divina de seguir a estrada real da salvação, mas quando encontrar verá que nenhuma lei e nenhuma sanção serão necessárias para que se cumpra o verdadeiro comportamento do bem entre os homens.

            Quem segue os mandamentos, quem vive o verdadeiro Deus e o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo sabe que não necessita de regras humanas para caminhar a salvação e para viver em harmonia, pois sabe que as necessidades alheias começa nas próprias ações, onde se permite visualizar nos seus semelhantes às limitações que também lhe são plausíveis. E sabendo conviver com as diferenças culturais é cumprir com parte da vontade divina e colocar em pratica a lição do Messias que nos mostrou que o reino de Deus é como uma grande rede de arrastão que passa resgatando todos os peixes sem qualquer distinção, todos se misturam e aqueles que realmente merecerem graça será recebido com grande banquete de amor, felicidade e alegria.  E para fazer por merecer tamanha divindade é preciso começar a respeitar a vida como um todo, não apenas a vida humana e sim toda obra de Deus espalhada pelo universo em diversas formas e tendo essa máxima na alma será possível compreender a verdadeira escola da caridade, da fraternidade, do amor ao próximo e viver a única e verdadeira felicidade ao lado do Pai.

            Pode-se parecer uma missão impossível, somente esse sentimento é para os fracos e quem não acredita em Deus e na misericórdia divina. Mostre a sua verdadeira fé, comece se respeitando, as diferenças dentro do seu lar e estendendo a seus semelhantes e verá como nasce em você uma nova era e o quanto lhe será merecido à boa nova e as bênçãos que lhe são merecidas.


            Dr. Bezerra de Menezes, pelo médium Marcelo.

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