quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Grande Banquete da Felicidade




Tenho para mim que os sofrimentos da vida presente não tem comparação alguma, com a gloria futura que se manifestará em nós. Romanos. 8,18.


             Há muitos que dizem que nenhuma folha cai de uma árvore sem a vontade de Deus, de certo que tudo pelo tempo natural é da manifestação do Onipotente, mas havemos de lembrar que em quase todas as ações o homem tem interferido com veemência nas decisões e agindo contra a vontade do criador, esses comportamentos avançam por milênios e aqueles que realmente obedecem aos desígnios e o tempo do Senhor tem avançado no seu progresso existencial e tendo a graça de evoluir no tempo.

            Quando arrancar a folha da árvore sem o respeito ao tempo do plano natural interrompe-se o tempo determinado para o progresso alheio, situação real que ocorre no tempo evolutivo daqueles que estagiam no planeta com o proposito de saldar dividas e adquirir riquezas da alma para elevar-se no universo natural da existência.

            Todos os seres vivos sejam orgânicos e inorgânicos tem sua importante contribuição no ciclo vital, o oxigênio expelido, os sais minerais exalados, a sombra ofertada, a luz acesa, o alimento apropriado e a espiritualidade vivida traz a dinâmica que toda a funcionalidade planetária é fundamental para que haja sempre o renovar da vida e da existência, é preciso muito para trabalhar e prosperar basta vontade e boas ações.

            Há irmãos que para serem felizes se apossam de propriedades materiais e com o proposito de conquistar um bem estar, este progresso é viável desde que os princípios do bem estejam no altar do coração e da vida que lhe permite exaltar o respeito e a lealdade com a confiança divina, o progresso honesto do desenvolvimento material pode se equiparar a evolução da alma, onde através do trabalho e da força de vontade individual alcança-se o objetivo desejado.

            Ao contrario dos bens materiais, na evolução espiritual o irmão deverá despojar-se da vaidade e do orgulho, sentimentos que imperam no ego na aquisição de suas riquezas perecíveis, mas totalmente nocivo à evolução espiritual.

O progresso espiritual deve começar na escola planetária, onde o orgulho deve ser substituído pela humildade das ações, sentimento que jamais deverá ser equiparado a situações vexatórias, ou seja, ser humilde não é deixar-se humilhar pelo outro, ao contrario, é reconhecer as fraquezas pessoais e alheias, os erros mútuos e com eles trabalhar e evoluir, equilibrando-se na subida da salvação.

O caminho é longo e os desafios constantes, as quedas uma realidade, a resistência uma conquista e o resultado o merecimento, neste norte que as consequências futuras das ações ocuparão o grande ciclo da vida, nenhuma ação é esquecida ou desprezada, quando se interrompe o tempo natural de Deus pela vontade pessoal da destruição seja na magnitude proposta, a responsabilidade para reparar os erros que em muitos momentos são conscientes serão deduzidas na bagagem individual. De certo que as fraquezas são múltiplas, pois não há um irmão planetário e mesmo os habitantes das colônias espirituais que não tem suas fraquezas, até o mais desenvolvido espirito precisa parar e respirar em busca da sua progressão evolutiva.

Não há como equiparar Deus com as fraquezas humanas em seu vasto oceano de pecados e exageros, os erros cometidos em vários instantes da historia é a referencia mais significativa que a vontade de Deus e dos homens são diferenciadas e separadas pelo que são verdadeiras, as sanções dos homens devem ser mais temidas que a justiça divina, Deus compreende a cada um e busca proporcionar dentro da sua graça e da misericórdia a colheita devida na aplicação de sua justiça, ao contrario dos homens que em quase sua máxima pune seus semelhantes sem a medida necessária de compaixão e justa defesa, além de muitos ainda conseguirem ver qualidade em Judas e erros em Jesus.

A todo instante somos convidados para a ceia do Senhor no seu amor e na sua misericórdia, tendo a felicidade como o ingrediente principal, mas se ao sentarmos a mesa levando os piores venenos e não desfazermos deles dificultará há comunhão e a graça divina da absolvição da morte agonizante. Agora se de posse destas ervas daninhas a vontade for de esmaga-la e aceitar a água divina da purificação mesmo que a limpeza e as sujidades impregnadas pelo pecado demorarem a sair e se for necessária várias etapas para a renovação da vida, não reclame e não se revolte com o tempo de Deus, pois é o tempo necessário que o amado Pai entende ser preciso para merecer fazer parte do grande banquete da felicidade.


Dr. Bezerra de Menezes, pelo médium Marcelo Passos. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário