segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Julgue-se primeiro antes de apontar as feridas



Ele respondeu: “Senhor, eu quero ver de novo”. Jesus lhe disse: “Vê”! Tua fé te curou. Lucas. 18,41b-42.

Amigos e amigas em tempo de regeneração planetária são necessários à avaliação periódica do comportamento pessoal para o convívio coletivo, a liberdade é lei, mas deve ser vivida sempre na fronteira do respeito, principalmente quando uma vida aproxima-se do nosso mundo intimo.

É comum em meio à diversidade social as peculiares evoluções e comportamentos íntimos frente ao convívio humano e mesmo animal, a força bruta em quase sempre se faz presente na vida coletiva onde muitos desejam impor ideias e pensamentos como forma arbitraria a seu egoísmo, ou seja, desejam impor pelo medo algo que se julgam certo e desdenham quase sempre seu semelhante e suas opiniões.

Como também há aqueles que intelectualmente desejam impor pela dita sabedoria algo que egoisticamente julgam-se pela verdade e quase nunca aceitam o debate evolutivo, onde não permite a opinião alheia como forma de discutir o evangelho de Jesus como forma de soberania do bem frente às pretensões malignas.

Por isso que muitos reclamam não conseguirem visualizar Jesus como seu coração desejaria, pois a mente esta impregnada de preconceito e do nocivo egoísmo e como nesta realidade poderemos visualizar Cristo genuinamente na alma? Impossível e enquanto a reforma interior e o comportamento não acompanhar o evangelho puro nas ações e sentimentos haverá sempre a dificuldade da presença de Cristo e suas bênçãos na verdadeira misericórdia e compaixão.

Compreendamos que o merecimento deve partir da vontade e não esperar como um milagre sem ação, pois nosso Pai é justo e aplicará a cada filho a proporção necessária para reformar o aprendizado e as experiências que são realidade proporcional a cada um, não tendo como esperar em seu semelhante algo que é por cumprimento o dever individualizado, podendo sim compartilhar a felicidade e a alegria, mas ninguém pode viver ou adquirir algo que é exclusivamente pessoal.

É bastante comum neste universo evolutivo o apontamento de erros defeituosos com base no comportamento alheio e muitos não reconhecem os próprios indícios de erros impregnados na alma e com bastante cólera acusa seu semelhante de posições esdruxulas a seus conceitos arbitrários e desacerbados ao padrão equilibrado de boa vivencia coletiva.

Será que realmente temos a ilusória autoridade de punir severamente com palavras e mesmo ações os nossos semelhantes? É notório que nossos amigos espirituais incessantemente alertam a todos quanto ao equilíbrio das ações e pensamentos, buscando sempre a compreensão da vida para uma serenidade e efetiva qualidade nas ações sem cometer injustas agressões a que nos é por direito manter o ponto elevado de paz.

Antes de apontar os erros alheios busque posicionar-se diante da própria imagem e verificar os próprios erros e defeitos, pois ao apontar as fraquezas alheias estará cometendo sérios erros, como o injusto julgamento. E jamais se engane na consciência evolutiva com as posses materiais, pois ela é o veiculo das principais e injustas condenações da sociedade, onde de posse da riqueza perecível muitos atuam com acidez nas condenações e apontamento aos erros alheios, evidente que este comportamento não escolhe posição social, infelizmente é algo que os irmãos devem aprender estando encarnado ou desencarnado e inseridos numa realidade evolutiva havemos de aprender e compreender nossos semelhantes, afinal, caminhamos rumo à salvação e para merecer tamanha graça havemos de trabalhar dia a dia na reforma pessoal que começar pela compreensão alheia.           

Como evoluímos numa diversidade cultural em parâmetros múltiplos e tendo a liberdade como lei e sendo quase todos errantes evidente que o tom da severidade haverá em muitos momentos se posicionarem com a máxima do limite, onde todos hão de compreender que a vida inicia-se nas próprias ações e sentimentos e limitam-se as fronteiras de seu semelhante para que a harmonia prevaleça no equilíbrio proposto pelos nossos comportamentos.

Dr. Bezerra de Menezes, pelo médium Marcelo Passos.

                

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