sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Poucas mudanças



Quem me negar diante dos outros será negado diante dos anjos de Deus. Lucas. 12,9.

            Quem é esse que até as tempestades se acalma diante de tua ordem? Que os demônios são expulsos diante de teu nome? Que cura nossas dores e perdoa os nossos pecados? Que faz de suas lições o caminho do Reino de Deus?

            A resposta é una, Jesus de Nazaré, o Salvador, o que veio de Deus no meio de nós a passar pelas mesmas chagas e dificuldades, enfrentar as fraquezas alheias e os excessos em nome de um imaginário poder, sofreu com as perseguições e atraiu para perto de si os excluídos e pecadores, que vivam a margem da sociedade e discriminados pelas diversas e peculiares escolhas, aqueles que não comungavam com as severas leis de Israel e por simplicidade não viam diante de si um horizonte melhor e entregavam-se a sua própria sorte e as agressões físicas, psicológicas e mesmo espirituais.

            Aqueles que o perseguiram, o crucificaram-no tiveram sua sorte colhida pelo destino que protagonizaram, pois não reconheceram o enviado e se entregam a mais profunda dor em ter condenado o homem santo, pois a vaidade e o orgulho não permitiam que um homem de singelas vestimentas e de família pobre e trabalhadora poderia ser o escolhido de Deus, em suas limitações creditavam que o Messias seria um homem superior ou alinhado a suas culturas e aos ouros que possuíam, seria aquele que seria carregado e ovacionado por todos e jamais poderiam curvar-se diante do homem simples de Nazaré, pois suas cegueiras não permitiam expandir seu coração.

            Mas aqueles que acreditaram e acreditam no Senhor, são alvos e com eles formam o Reino de Deus, pois as inúmeras injustiças que sofrem são encontradas pela justiça divina na misericórdia e na compaixão. O que milênios regresso houve com o Messias, muitos ainda insiste em fazer com seus semelhantes, principalmente aqueles que se apresentam com vestimentas singelas e externam uma limitação material, são escarnados, zombados e agredidos pela vaidade e orgulho que imperam no ego e na vida de muitos destes irmãos. Não conseguem enxergar além desta viseira que lhe são impostas pela sociedade por um comportamento padrão e não consegue colocar em pratica o evangelho de Deus a frente de suas ações e sentimentos.

            Quantos irmãos que se aproxima de outros e sofrem series injustas de condenação, seja pelo porte físico, padrão social, vestimentas, culturas, etnias, nações como Jesus sofreu e que muitos destes que condenam seu semelhante se revoltam quanto da passagem dos romanos cometeram contra o Messias, mas não veem que diante de suas ações cometem as mesmas ou até piores truculências a seus semelhantes.

            Ainda há nações que engatinham quanto à visualização de seu semelhante como um irmão e não um adversário ferrenho prestes a combater e a lutar com impostas bandeiras hipócritas da vaidade e do orgulho em nome de um domínio soberano. No passado houve a necessidade de irmãos lutarem contra outros para fazer a vontade de Deus, pois muitos diante da força física e de exércitos amordaçam nações e levavam dor e sofrimento, escravizam povos, violentam mulheres e crianças, aprisionara homens para o trabalho escravo.

E diante de tantas injustiças enviava sempre profetas para libertar os povos das astucia pervertida do mal e por fim enviou o maior de todos, Jesus que unindo a todos os antepassados trouxe a boa nova e as lições de Deus, pois Cristo não agia pela vontade egoística e não expressava as palavras por crer que era devido, agia como muitos de nós temos a capacidade de agir, guiados pelo Pai e Ele quando diz ser o Caminho, a Verdade e a Vida porque Deus esta nele, e quem o negar como o filho de Deus, também será negado, pois estará este agindo em nome do mal.

Nega-lo não é apenas desconhecer suas lições impressas no código divino e muito menos negar sua existência física, é negar as lições ditadas pela vontade de Deus, onde que para salvar-nos devemos ser irmãos no amor e na caridade, extirpando todas as trevas da alma que condena a exclusão da oportunidade de estar com ele no paraíso.

Rejeita-lo estão na condenação aos nossos semelhantes, levando dor, sofrimento, injustiças, ódio, rancor, perseguições, cólera, escarno, enfim muitos ainda o renegam pelas ações condenáveis pelo Mestre e que mesmo após sua vinda, houve poucas mudanças em face da vontade de Deus.  É preciso encher-se do Espirito Santo enxergando sempre Cristo em seu semelhante e não julgue pelo que se vê aos olhos da matéria e alie-se a alma ao coração de Jesus a poder estar com ele salvos na vida eterna, deixe seu evangelho de amor tomar todo seu coração e sentimento, para poder sim agir sempre em nome de Deus.

Viver o evangelho na alma é muito mais suave do que as grosseiras camadas de preconceitos nos mostra, para viver a acústica da paz celestial basta apenas ter vontade e reformar-se cotidianamente.

Dr. Bezerra de Menezes. pelo médium Marcelo.

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