segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Bem vindos ao Lar



Em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro “A paz esteja nesta casa”. Lucas. 10,5.

            Aquele que abre as portas de sua intimidade para a acolhida de demais irmãos, de certo traz para si a vontade e a confiança em poder desfrutar do seu intimo para com seu semelhante, as portas que abrimos para vida nos deve ser por dever abençoar toda confiança adquirida que nos acolhe, a começar pelo próprio lar que nos recebeu no momento da concepção ao compartilhamento de toda estrutura familiar.

            A primeira porta a se conquistar a entrada deve ser o coração alheio, mas está conquista parte de nossas ações para com o bem e a confiabilidade que depositamos em nossos sentimentos, pela pratica do respeito e a compreensão da oferta daquele próximo. Não haverá uma morada física idêntica aos demais, há semelhanças, jamais igualdade e a cada morada uma vida e costumes, ao qual para adentrarmos neste sagrado lar, havemos de compreender a receptividade de seu anfitrião e a nós como bons visitantes, a nossa mais rica recompensa, as bênçãos a levar a este lar.

            Infelizmente ao longo do tempo muitos fecham as portas pelos próprios atos e ações praticadas pelo acumulo errôneo à liberdade que nossos irmãos nos oferecem, em tudo que praticamos nesta vida o equilíbrio deve demandar nossas praticas e limitações aos direitos e liberdade alheia, quem nos acolhe em seu lar oferta o que há de melhor no seu sagrado púlpito abençoado, mas quando nos instalamos inconveniente neste lar, levando dor, desagregação, desestruturas, abusando da hospitalidade, não há o que se queixar de ver as portas se fechando para si e as oportunidades de comungar o bem e as experiências novas que engrandece a própria estrutura vital.

            Não há um irmão com quem não se possam adquirir novas experiências, aprender com os nossos semelhantes é escola única e que dificilmente será lecionado nos bancos acadêmicos. Aprendemos tanto com os afortunados, como principalmente com os mais miseráveis da matéria, ao rico aprendemos a oportunidade da aquisição de informações mais privilegias culturalmente e com ela distribuir toda essa riqueza aos que necessitam e confiam a nossa lição, como aprendemos com os miseráveis da matéria, onde a luta diária pela sobrevivência faz a humildade se fazer presente, bem como a ação para buscar o novo amanhecer de um futuro incerto, mas com a vontade de viver de poder continuar a labuta diária de suas obrigações.  

            Nenhum irmão é mais importante que o outro, o que diferencia são as gradativas evoluções, mas todos são importantes nas experiências individuais, aonde aprendemos nesta infinita roda da vida o mais nobre da compreensão e do respeito e as inúmeras riquezas a brindar a hospitalidade genuína e em cada lar a certeza de uma acolhida aconchegante a nossa hospedagem.

Há irmãos que se hospedam em nossas vidas e após seguem sua estrada e distancia-se a nossa presença ocular e física, permanecendo sempre o que de melhor nos proporcionou e nos deixou para o seguimento da vida evolutiva, como há aqueles que permanecem presentes por mais tempo. Todos tem presença fundamental a nossa historia e se faz presente a nossa morada para ofertar o melhor de si, seja nas ofertas intelecto cultural, seja nas diversas faces da fortuna imperecível, mas a cada passo uma experiência fundamental para a manutenção ao nosso dever e a nossa doação e as bênçãos a cada morada que nos abrigou o conforto da hospitalidade e nos fez e faz o que de melhor somos e adquirimos, sendo que nada nos pode furtar a esta verdadeira riqueza que é o passo avançar da evolução.

Não há retrocesso à evolução, há a estagnação e o desaproveito as oportunidades oferecidas pelo pai de amor e bondade, onde muitos deixam escapar a felicidade de infinitas opções, pois o estado de felicidade não se mede pelos prazeres físicos, são aquelas que marcam nossa existência e tatuam na alma a plena conquista individual, lembrando que essa conquista jamais será a idêntica felicidade de seu próximo, mas para vivermos plenamente na plenitude desta graça alegremo-nos pela felicidade plena de seu semelhante.

Ser feliz de verdade não permite o egoísmo de nosso intimo, abrir as portas de nossa morada é permitir o acesso a este estado sagrado e se em algum momento adentrarem nosso intimo e causar diversos transtornos, lembre-se que a organização dependera unicamente de nossa vontade e se alguém lhe trouxer desconforto, simplesmente convide-o a sair, mas abençoando-o e deixando as portas à disposição para serem dignos de um dia poderem voltar a visita-lo, afinal nunca saberemos se também um dia causaremos a um sagrado lar as diversas tempestades, devemos tratar todos com o respeito que nos é por direito ser vivido.

Deixe sempre a morada eterna do Cristo de Deus reger as ações de seu lar, pois com Jesus morando em nossa intimidade, todas as glorias nos farão merecedores de felicidade e alegria no entendimento e compreensão a todos aqueles que nos bate a porta pedindo uma acolhida.


Dr. Bezerra de Menezes, pelo médium Marcelo Passos

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