sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O Compromisso Mediúnico



Torna-te modelo para os fieis no modo de falar e de viver, no amor, na fé, na pureza. 1 Timóteo. 4,12b.
           
            É importante aos amigos compreender o instituto do uso físico por parte dos amigos espirituais ao serviço das mensagens e o continuo trabalho entre as esferas dos dois mundos, compreendemos que o plano material favorece inúmeras condições de sentimentos e as melhores e mais dignas oportunidades de trabalho frente aos desafios da evolução e da tarefa a se desenvolver frente aos envoltos espirituais.

            São escolhidos diversos irmãos que partem das colônias espirituais com a missão de levar a extensão da realidade eterna para as diversas tarefas terrenas e no resgate de muitos irmãos que se perdem pelas armadilhas e pretensões do mal, podem se considerar privilegiados, pois a aproximação com o verdadeiro sentido do amor e a caridade ao próximo, complementa a real e verdadeira missão a se desenvolver.

            É preciso saber que mesmo sendo designado e assumindo as responsabilidades frente à humanidade, diante de toda espiritualidade a disposição e a orientar todas as obras, muitos ainda frustram com o compromisso assumido, pois o livre arbítrio e a vulnerabilidade na fé ainda emanam de muitos que habitam o planeta evolutivo, mesmo tendo a predestinação assumida, a liberdade ainda nos é respeitada pelo criador e mesmo assim nos acompanha de perto em todas as nossas ações e sentimentos. Há os que ignoram a existência do mundo além da matéria e escarnecem de irmãos que atendem ao chamado com as devidas orientações.

            O livre arbítrio de nossas ações é lei, como é lei também o nosso compromisso assumido frente ao mundo. Podemos até não atender na integra ao chamado e agir conforme prometido, mas deve-se sempre haver entre qualquer situação o respeito alheio. O serviço dos irmãos espirituais frente à humanidade estende-se aos sentidos de Deus e as obras por ele criado, da mesma maneira que assumimos compromissos entre encarnados, pois o planeta é uma passagem evolutiva, o mundo material a única e verdadeira realidade e onde parte os sentidos e as tarefas planetárias.

            Há aqueles irmãos encarnados escolhidos que desenvolvem o dom da incorporação e se faz intermédio entre o plano espiritual e o planeta material, é dado a estes o compromisso de atuar frente aos demais, levando a verdadeira realidade e sentido do comportamento entre os seres. Como também é ofertado a este a democratização do tempo, para a matéria o trabalho material, para o trabalho espiritual o tempo necessário de atuação, esse é o sentido da mediunidade aplicada e ao qual se deve zelar e lutar contra as tentações em que se promove frente ao serviço espiritual. Quem desenvolve a mediunidade é mais vulnerável ao encantamento do pecado, pois quem assume o compromisso de intermediar a comunicação, sabe que a vaidade e o orgulho devem ser sentimentos exclusos de seus sentimentos, dando sempre lugar a humildade, a simplicidade no pódio do amor e da caridade, além de compreender a vulnerabilidades alheia e não condenando.

            Quem desenvolve a mediunidade não é mais preparado ou menos evoluído que os demais, são diferenciados, mas que deve acima de tudo servir de instrumento de Cristo com lealdade e gratidão é a oportunidade única de viver Jesus nas ações, pois o Homem de Nazaré era portador de alta mediunidade e quem a desenvolve deve saber que esta diretamente ligada ao coração de Jesus Cristo, evidente que com paridades distintas, mas com um único sentido, amar uns aos outros, pois dentro deste instituto é a chave de toda libertação e salvação planetária. Aos que atacam, são como os fariseus e os saduceus que perseguiram no auge das trevas o Mestre da luz, que não viam a luz diante da escuridão.

            E o mais importante à mediunidade jamais deverá ser usada como profissão e as tarefas desenvolvidas devem ser trabalhadas da mesma forma que fora presenteada, gratuitamente. Lembre-se que Jesus Cristo nunca usou seus dons como forma de sustentação material entre os homens, ensinou e ensina, curou e cura, amou e ama com o mesmo amor que Deus tem por todos nós, não nos cobra pagamento, nos cobra apenas a lealdade e o compromisso do bem comum e o amor, este inacessível a qualquer poder material. E para se sustentar materialmente, Jesus aprendeu o oficio de carpinteiro com José, seu pai. E mostrou-nos que a fortuna maior esta na vivencia do amor e ao ter essa realidade aplicada e vivenciada e o que é nosso por merecimento nos encontrará no tempo devido.

            E quem usa a mediunidade ofertada para ludibriar os seus semelhantes e a causar dores, usar como forma de vingança, prejudicar outrem e ilicitamente enriquecerem-se a base do desespero alheio que clama um socorro estará prestando serviços aos zombeteiros e aos dragões das trevas e do submundo espiritual, jamais a verdadeira luz, estará contrariando todo sentido e os ensinamentos do mestre Jesus que nos acolhe com todo seu amor. E quem usa destes artificies condenáveis estará apossado de si com os descompromissados do evangelho, que usurpam os verdadeiros irmãos de luz para causar dor, desespero e guerras.

Quem é luz somente exala esperança, amor e felicidade, onde junto a esses traz o melhor de Deus, a eternidade em seu reino, acenda a luz dentro de você, começando com a energia das orações.

Dr. Bezerra de Menezes.
  

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