terça-feira, 3 de setembro de 2013

O bom descanso



Vinde a mim vós todo os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos darei descanso. Mateus. 11,28.

            A labuta diária dos compromissos profissionais traz diversas saturações do corpo físico e alivio na alma por compreender que no dia pôde ser útil ao seu semelhante através as habilidades que fora confiado.

            Este cansaço jamais deverá ser confundido com o cansaço da luta espiritual e existencial do ser nas diversas experiências da renovação da vida, em resgates a débitos que se acumulam ao longo da estrada para então poder alcançar a satisfatória vitória e o genuíno descanso eterno nos jardins de Deus.

            É notório que as chagas e as lutas para trabalhar a existência na acústica divina e não se corromper com as armadilhas e encantos do pecado é quase em dimensão um sacrifício e mesmo conseguir resistir por tanto tempo a sabedoria divina em meio aos pequenos da alma em grande escala na base de nossas estruturas prontos a nos fadigar a caminhada e se entregar ao relaxamento dos pequenos deslizes, onde para muitos um detalhe sem importância, mas para as leis divinas em alguns casos graves contravenções.

            A luta não é fácil, o trabalho diário na manutenção perfeita das leis divina é quase um desafio pessoal, por isso muitos ainda necessitam acumular muito mais experiências do que creem verdadeiramente que já se cumprira. Essa certeza pode ser facilmente notada nos pequenos deslizes ditos comuns cometidos dia a dia.

            Ainda na própria existência é possível encurtar a longa caminhada, mas de forma honesta e compreendida as leis divinas em todos os atos praticados, lembrando que as consequências não se cessarão com o simples mudar postural dos sentimentos e ações, afinal, nenhuma ação da criatura humana é esquecida ou desprezada, evidente que com o arrependimento sincero as consequências serão amenizadas, mas não nos deixarão de conviver com essas consequências, ao qual não seria justo não ser cobrado, se erramos por querer, devemos consertar no próprio querer e mesmo não querendo, achando-se em muitos momentos injustiçados por Deus, mas ele é justo com todos, como também sempre ofertas as mesmas oportunidades para corrigir os erros e também a conviver com suas belas obras diante de nossa ótica.

            Uma criança em desenvolvimento deve aprender que na vida existe um limite para tudo, para fazer homens e mulheres de bem e em comunhão com os direitos alheios, um pai e uma mãe coloca seu filho em restrições quando este comete uma falha, sabe para que? Para este filho compreender que nem tudo é possível ser feito com tese em sua vontade soberana e sem respeitar os próprios limites e de seus semelhantes, esta correção os pais impõe aos seus para fazer de sua prole, seres de bem e é esta mesma postura que Deus nosso Pai cobra de todos nós, quer que sejamos seres de bem, mas com a certeza que nossa vontade e nossos erros devem ser cobrados, pois se não sofrermos as consequências dos atos, mesmo com as mudanças de posturas ao qual sempre devemos prezar pela boa família de Deus, como seremos corrigidos para não mais cometer os enganos? Pela justiça agindo em nós.

            Pois toda ação tem suas consequências, como tudo que nosso Senhor nos oferta mesmo não atendendo de imediato nossa vontade, nossa existência nos será feita a justiça e se mesmo praticando o bem e tiver em muitas situações a acidez do mau presente ao seu lado, compreenda que nada nos é posto em vão, é justamente para nos credenciar junto ao Pai que mesmo com as dificuldades e os desafios da convivência com outros mais, a nossa certeza de continuar fazendo-se instrumento de Deus nas ações diárias, em que devemos sempre esta a sua disposição para a prática obrigatória do bem, podemos até nos cansar e se sentir sobrecarregados, mas é na fé que nos dará o verdadeiro merecimento do descanso.  


            Dr. Bezerra de Menezes.

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