quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O Bom Cristão



Quando Cristo, vossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele, revestido de glória. Colossenses. 3,4.

            Conhecer todas as passagens do código divino, bem como todos os capítulos nele expresso não condicionará ninguém a ser um bom cristão, se formar no sacerdócio também não credenciará ser representante de Deus no planeta frente a grande massa, conhecer as culturas dos povos, línguas, costumes também não credencia o enviado.

            Para se considerar um bom e exemplar Cristão, basta ter a seguinte postura: amar uns aos outros, é este o único e verdadeiro mandamento que Jesus nos enviou, a chave para toda salvação e se fazer instrumento da vontade de Deus entre os povos. A qualquer instante podemos se fazer bons Cristãos, basta compreender a essência do amor, mesmo estando perdidos na estrada e contrariando as leis divinas, sempre haverá as oportunidades de redimir os nossos erros.

            Amar uns aos outros não basta simplesmente dizer que ama se não aceitar os costumes e a natureza alheia, condenar seus semelhantes com veemência seus erros, vícios, fraquezas e evolução, mesmo os erros conscientes e não se postar com altruísmos frente a esses desafios, nenhuma falácia de amor surtirá a verdadeira condição do bom Cristão. Os preconceitos frente às escolhas alheias são grande contravenção ao sentido do amor, aqueles que militam em segmentos doutrinários têm os desafios redobrados frente aos conceitos adquiridos bem como as escolhas alheias. O caminho de Deus rumo ao reino encontra diversos caminhos, sendo que a única condução é o amor e a caridade, que deve ser o combustível de todo o caminhar e condução a que posicionamos nesta longa estrada. É este combustível que fará o bom Cristão.

            De certo que há nações que não reconhecem Jesus como o filho unigênito de Deus, e que o Messias ainda esta por vir, mas tendo a postura e seguinte ao mandamento de Cristo, amando, já estará se portando do proposito de Deus para a eternidade. E no momento certo reconhecerá em Jesus como o verdadeiro Mestre. Cristo não se envaidece por querer todas as fortunas materiais o reverenciando, ao contrario, ele quer que tenhamos as melhores posturas milionárias em nosso ser, nos sentimentos nobres a distribuir aos irmãos, o sentido da salvação.

            É visto com bastante tristeza pelo Mestre Jesus e por Deus Pai quando em sua representação veem povos e grupos excluindo irmãos que não comungam com seus conceitos e conhecimentos, se um irmão é adepto de determinada doutrina religiosa, demais outras mais o sentenciam a exclusão, quando irmãos são miseráveis da matéria, logo são escarnados de boa sorte, quando irmãos são diferentes em suas escolhas, são excluídos da sociedade hipócrita. É nosso dever compreender que cada irmão traz contigo individuais resgastes e variadas formas de comportamento, somos todos iguais, porem diferentes, havemos de respeitar a todos como desejamos o mesmo respeito. Se há diferenças é porque devemos crescer com essas, respeitando e abençoando as escolhas, evidentemente, dentro das leis divinas.

            Seria bastante cômodo para a sociedade ter ao seu lado irmãos que se encontram em situações tranquilas e não trazem qualquer embaraço para seu bem estar, mas querendo ter apenas estes ao seu lado, que experiência e que merecimento terá a seu favor? Convidar para o banquete os ricos, cultos e as melhores posturas sociais é fácil, reunir os afortunados para falar de caridade sem ter ao seu lado a quem auxiliar verdadeiramente, ao contrario, falando a favor dos pobres, mas os excluindo das ventanas na primeira oportunidade, trará o vazio existencial.

            Quando se reúnem em campanhas para arrecadar fundos para associações beneficentes também é muito cômodo, mesmo sendo um ato louvável de caridade e proporcionando vantagens a quem não se encontram em situações confortáveis e, na primeira oportunidade que tens para praticar o desprendimento material e a riqueza espiritual, tratam os excluídos com desdém, preconceitos, raiva, ódio, fecham as portas as necessidades mais urgentes destes miseráveis, então que efeito surtiu a caridade reunida, discutida e ofertada? Que bom Cristão se fez?

            Devemos ficar bastante atentos aos nossos atos, como as ações e os sentimentos, pois são as posturas que sempre deve passar por reforma para atingir a verdadeira postura do bom Cristão. Quando encontrar em seu intimo as ruinas a serem recuperadas e verdadeiramente mudando a postura e reerguer novamente ou mesmo construir novas colunas estruturais em Cristo, verá como as bênçãos e as graças farão de toda base, a solidez da gloria agindo em conformidade as dadivas de Deus e verdadeiramente levantando a única igreja Cristã, o amor.

            Dr. Bezerra de Menezes.

           


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