segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Não basta apenas ofertar.



Quando deres um jantar, chama os pobres, os aleijados, os coxos e cegos. Jesus.

            A prática da caridade avança por diversas etapas de nossas vidas e sentidos, é muito importante auxiliar o próximo e aliviar a cruz em que muitos carregam na vida material. Compreendem os irmãos que cada ser carrega em si a carga suficiente para poder aprender no próprio intimo o que causamos aos nossos semelhantes e também os danos causados a nós mesmos pelas pratica nocivas do pecado.

            A caridade é um instituto das oportunidades amplas e praticas diversa, mas com o sentido único de auxiliar a todos sem distinção e sem demérito as necessidades mais urgentes e as chagas mais profundas as almas perdidas e em constante progresso, onde contará em seu santuário com a resignação e a tolerância frente ao quinhão de lagrimas que a vida reservara.

            É muito cômodo receber no lar pessoas com posição social equivalente à própria ou mesmo discutir sobre temas das mazelas materiais sem sequer haver uma pratica eficiente do que pregam. É como conhecer todo texto divino e continuar a condenar seu semelhante por deslizes até mesmo inocentes e inexperientes e se apegam ao egoísmo e as praticas nefastas do pecado, como a intolerância, o rancor, o ódio, a impaciente e a hombridade para com seus semelhantes, em especial aqueles miseráveis da matéria.

            Não são incomuns as portas dos templos se fecharem a face de irmãos entregues a violência humana e mendigos das necessidades, os maltrapidos, e os necessitados de todas as formas. A verdadeira face da caridade esta em resgatar estes irmãos mais necessitados, pois é a eles que Jesus veio ao planeta, para salvar, os excluídos da sociedade, por estes não se enquadrarem no perfil dos grandes burgos e dos ditos sábios e soberanos. Como também para muitos o doarem quantias pecuniárias o incubem em seu intimo de crer que seu dever fora cumprido. Lego engano.

            Ao atender as necessidades mais urgentes e imediatas dos excluídos pela esmola ofertada, poderá esconder a fronte de uma omissão sem precedentes e um egoísmo ativo em seu intimo e sem nenhum efeito e se torna ineficiente a pratica, apenas o afastamento de possíveis problemas que a cruz de seu irmão carrega. Devemos se fazer beneficência a todo o momento, pois nos é dado condições pelo criador a poder usar de nossas fontes infinitas a distribuição de nossas tarefas caritativas.

            É importante os irmãos compreenderem que se realmente quiserem viver a magnânima potencia da caridade, que faça de forma eloquente e não para credenciar-se diante de uma sociedade a quem pleiteia os aplausos de seus atos e de um ficto personagem. Praticar a caridade a quem não necessita é o mesmo que andar sem sentido, se no intimo não tem a ação necessária para poder pratica-la em toda sua acústica, prefira a inação, pois a maquiagem sobre esta forma e este instituto de nada adiantará pratica-la se o principal, ou seja, o coração não for soberano e livre para amar, para realmente viver a caridade é preciso amor de verdade.

            Agora se o auxilio se resume apenas as ofertas financeiras, que façam, mas forma anônima e silenciosa, para não se envergonhar diante de sua consciência no momento em que for arguido. Afinal você ajudou, mas o que efetivamente praticou? E onde encontrar as respostas? Como: Foi-lhe dada uma profissão, o que se fez de útil? Foram-lhe dados os braços e o que eles fizeram para ajudar de verdade? Foram-lhe dadas às pernas, como andastes ao lado de seu irmão? Foi-lhe dado à consciência, como atendeu e compreendeu aos mais carentes? Foram-lhe dados os olhos, e como enxergaste o seu semelhante? Foi-lhe dado à audição e escutastes as necessidades seu próximo quando este desejou expressar sua angustia, ou simplesmente ser escutado? Foi-lhe dado à fala e auxiliou seu próximo e os mais necessitados quando este clamava uma esperança?

            Esses são os questionamentos que todos devem fazer em seu intimo, pois a verdadeira pratica da caridade passa pelas sinceras respostas de seu intimo e o quanto o seu desprendimento estará livre e a disposição de seu semelhante nas necessidades mais urgentes e constantes. A dedicação ao próximo e suas reais necessidades é as respostas as próprias necessidades, pois através de seu semelhante que muitos encontrarão as maiores e infinitas riquezas que carregam dentro de seu interior, a graça de Deus agindo em todos seus atos.

            Dr. Bezerra de Menezes.  

             


            

Nenhum comentário:

Postar um comentário