terça-feira, 10 de setembro de 2013

Hoje o maestro e amanhã o carregador



Se compreendêsseis o que significa: quero misericórdia e não sacrifícios, não condenarão os inocentes. Mateus. 12,7.

            Devemos compreender as experiências que nos é por direito cedido pelo criador a serviço da humanidade, não devemos fugir a regra e os compromissos acordados no plano superior, as diversidades ao auxilio atende as bases de nossa caminhada a serviço da comunhão na seara divina e prestados ao favorecimento de nossos semelhantes em suas limitações e situações diversas.

            A mão de obra tamanha diversificação no planeta mostra o quanto todos somos em algum momento fracos diante da vida e que orgulho e vaidade não fazem parte da boa simpatia que havemos de conquistar perante a sociedade de Deus. Nenhuma superioridade intelecto e financeiro poderá defender no momento da acidez e encontrar a resistência frente à negativa ao auxilio de outros irmãos.

            Há quem nasce para tocar o piano, outros nascem para carrega-lo, o auxilio de ambos são importantes para que a vontade seja praticada, e por muito o maestro do órgão não tem força necessária para carrega-lo, necessitando do auxilio de diversos outros com a força necessária para transporta-lo.

            A importância de ambos no concerto existe para que o espetáculo aconteça e seja admirado e aplaudido por todos. Assim é nossa vida irmãos, há momentos que somos os mestres e regemos o coral do bem, como em muitos momentos, regeremos o coral do pecado, e o soar será como um desalinhamento na conduta e o esvaziamento de nossa plateia que não terá a paciência de compreender nossos desarranjos, nos sendo obrigado a carregar os instrumentos e compreender o quanto nossa atenção deve sempre está voltado às partituras de Deus e cantando com os anjos a melodias de amor.

            Este é o significado fático de nossa realidade irmãos, há momentos que seremos os maestros admirados, aplaudidos e tendo todas as atenções voltadas aos nossos comandos e os seguidores acreditando em nossa com partitura e em outros e quase sempre seremos os trabalhadores braçais, não seremos notados por nossa obra, mas tão importante quanto seu regente, pois sem a união das forças não seria possível às sinfonias celestiais. 

            Não há superiores e inferiores aos olhos de Deus, há os que são melhores preparados e aqueles que caminham para a condição da perfeição, quem enxerga em noutro irmão motivos de condenação por suas limitadas condições, não estará de certo em sintonia com Deus, ao contrario, estará a serviço do maligno em atividade magna nas atitudes. Nenhum irmão que comunga a realidade é tão inferior quanto nossa consciência imunda de muitos que dizem melhores colocados numa sociedade inundada de hipocrisias e que usa de seu salto na aparência soberana, quando na realidade esconde debaixo de sua persa os piores detritos do pecado.

            Valorizem todos ao seu redor, principalmente na regência e no auge de sua composição, pois nunca se sabe quando será a vez de carregar o espetáculo nas costas para que outros sejam os mestres do momento.

            Não sacrifique jamais seu semelhante em seus mais ardentes preconceitos, pois lembre de que sua posição no pódio dependerá do conjunto que suas atitudes que se forma e para harmonia ao seu redor, para que no momento de carregar o piano, tenha outros braços para lhe auxiliar.


Dr. Bezerra de Menezes.
           

           


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