domingo, 22 de setembro de 2013

Começo, meio e fim



Porque nada trouxemos para este mundo e nada dele poderemos levar. 1timóteo. 6,7.


            A vida e a morte são duas extremidades difundidas aos filhos do criador, para quem fica a saudade, quem parte a esperança, mas entre os dois extremos há o meio que certamente todos devemos zelar com bastante atenção e usufruindo com elegância todas as passagens do código divino com a certeza de que cumpriremos os desígnios e a encarnação que fora confiado pelo criador.

            Quando partirmos das nossas missões do plano espiritual para o material, deixamos para traz também a tristeza da separação temporária, mesmo compreendendo que é preciso para a evolução de cada ser difundir nossos corpos para de fato merecer tudo que desejamos que seja o Reino de Deus. Mas ao partir assumimos inúmeros compromissos para com o mundo material e inclusive a ciência de todas as situações que viemos vivencia-la.

            A predestinação é fato que nos acompanhará por todo tempo, inclusive os débitos que havemos de saudar de outrora vidas, viemos puros para o presente, mas em franca divida com o passado ao qual viemos para cumprir os impropérios pregressos, nada como o planeta para experimentar todas as formas de limpeza interior, é nele que as piores tentações acompanharão todos os seres até o regresso ao mundo real. Compreendido nos é que nada de rosas espera pelos espíritos em forma material, os desafios inúmeros como as tentações malignas nos espera com bastante festa e acolhida em suas mundanas ostentações, onde nestes momentos havemos de escutar a voz divina que clama em nosso santuário, mas em muitos ensurdecem e entram para a colhida do inimigo de Deus e perda das ovelhas.

            Os desafios existem realmente para crescer e merecer novas oportunidades em mundos melhores, onde a cada tempo evoluímos para atingir o ápice divino, quanta vezes serão necessárias para crescer? O tempo necessário, entre o tempo de Deus e principalmente o que produzimos e fazemos por merecer a própria sorte.

            Quando caminhamos para a encarnação terrena, logo nos é enviado somente o espirito a abrigar uma embalagem ao qual devemos zelar por todo caminho percorrido.  Crescemos com todas as funções necessárias para a manutenção da missão e sempre carregando as marcas do passado nas colheitas presentes, e quando devolvemos a matéria para mãe terra voltamos com que trouxemos o espirito, mas acumulado às ações praticadas e sentidas na passagem evolutiva. Deixamos na matéria para traz tudo o que produzimos nela, não nos sendo permitido nada levar, apenas a consciência que nos fará advogados no momento de nossa prestação de contas celestiais.

            E muito importante nossas ações e sentimentos no caminhar da vida, pois é nela que nos é a verdadeira e única missão de resgate e evolução frente aos propósitos de Deus e que nos credenciará no futuro, aonde encontraremos as portas de Deus abrindo-se para novas e felizes oportunidades evolutivas. O que acumulamos na matéria é assessório que nos acompanharão no trajeto e determinarão as facilidades para não cair nas tentações malignas, mas os riscos do acumulo material são as armadilhas que ela proporciona, como a vaidade e o orgulho. Nestes sentidos estão as grandes perdições da humanidade que atrasa a evolução e aborta o crescimento do espirito em busca da perfeição.

            Muitos irmãos se prendem as prisões sentimentais em busca de acúmulos que pelo planeta ficará muitas vezes para causar mais dor e separação entre os irmãos que muitas vezes se unem pelo universo e se afastam pelo poder inexistente temporário.

            Limpos vieram e limpos devemos retornar ao mundo de espiritual, mas limpos dos sentimentos e das ações cumpridas e o quanto facilitamos nossos semelhantes em suas inúmeras dores, os percalços do caminho deverão se inferiores as boas praticas. Evidente que ao longo da estrada nossas fraquezas alertarão nosso intimo e em muitos casos nos farão cometer injustiças, dores, impaciências para com nossos semelhantes, e neste momento de reconhecimento dos erros e o pedido do perdão será nossa superioridade na bondade e na humildade em saber que nossa colheita terá o justo acolhimento.

            Nascemos, produzimos e voltamos e nada trouxemos e nada levaremos nas mãos, mas viemos com uma missão e retornamos com ela cumpridos ou mais devedores ainda, pois é no caminhar da passagem que nos fará merecedores do futuro.
           
            Irmãos, não façam dos bens materiais o Deus mais importante de sua estrada, são importantes, são, facilitam a vida, mas não ditarão nossa sorte, ao contrario, poderá ser o algoz do retardamento vital e retrocesso da vida presente. A riqueza é para ser distribuída, a pobreza para se unirem na solidariedade e nossa missão, o equilíbrio.


            Dr. Bezerra de Menezes.                                                 

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