segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Vivendo como uma criança feliz



Mas Jesus disse: “Deixai vir a mim as crianças e não as impeçais, porque o Reino dos Céus é daqueles que são como elas”. Mateus. 19,14

            Irmãos,

            Não há quem se sensibilize com as caricias, a inocência e a magia que vive as crianças em meio a tantas mazelas espalhadas pelos corações da sociedade humana decorrente a longos períodos da historia se confundindo com as pragas do pecado.

            A vaidade e orgulho que tanto se destaca em textos instrutivos aos irmãos da terra mostram o quanto estes sentimentos quando vive acima da sensibilidade pode causar na vida e no desenvolvimento evolutivo por quem tem que passar e de quem esta ao redor. Orgulho e vaidade traz em muitos momentos o auge da arrogância e da prepotência, ainda mais quem possui instruções e culturas dita a frente de seu próximo, principalmente quando estas instruções se passam por entendimentos a palavra e a vontade dita por eles, vindas do Senhor.

            Muitos deixam de ser crianças e enveredam para o lado sombrio da maturidade e da idade terrena e passam não mais ter a visão sensível e sonhadora como das crianças, os compromissos com os amigos imaginários dão lugar ao ídolo nefasto das riquezas materiais, acompanhado da ganancia e do poder que impede muitos de viver a magia da vida e ao seu lugar no Reino de Deus, a felicidade para de ter importância nas pequenas e singelas coisas, a felicidade em grande parte é buscada através das riquezas fundiárias e econômicas, muitos perdem a oportunidade de realmente serem felizes em todo seu ser.

            As extremidades da vida estão frias e o coração não tarda a parar na inercia da realidade imposta e não vivida. Os irmãos devem desbravar o mundo de uma forma mais sutil e amena, sem destruições em geral, sem impedir o sonho alheio, sem gozar de riquezas materiais e viver um vazio completamente existencial e espiritual. Em que adiantará o acumulo dos bens materiais que servirão para futuras brigas e separações do que Deus uniu? Não há a separação espiritual por vaidade e orgulho, mas há o egoísmo e a inveja que zombam de irmãos que creem em determinados seguimentos e mesmo compreendem a palavra do Senhor e procuram vive-la na mais lisura dos sentimentos e da caridade pura.

            Sejam católicos, evangélicos, espiritas, espiritualistas, judeus, enfim as diversidades religiosas são intensas e o caminho apenas um, quem escolhe seu caminho da melhor forma que possa praticar o bem maior em prol de seu semelhante e da edificação pessoal do divino, não deve desviar de seu segmento, deve sempre permanecer praticando o bem comum, e vivendo o coração e o sentimento como de uma criança, sem entender as fragmentações religiosas e vivendo o sonho de conquistar o mundo e viver o bem universal, sendo um super-herói que está sempre pronto a resgatar aqueles que se encontra em perigo, ou seja, quase todos os irmãos, que vivem numa realidade fria e esquece-se de vibrar as energias e o senso infantil, o de viver um sonho feliz.

            Nesta passagem de Jesus, mostra quando Ele chega a uma determinada região e as crianças vêm ter com o Mestre e os apóstolos de alguma forma tenta impedir a aproximação com a sensação que poderiam incomodar Jesus. Então Jesus foi severo com o apostolo e disse que deixa ir às crianças até ele, pois o Reino dos Céus são daqueles que são como elas, acreditam sem desconfiar, creem sem arguir o porquê de tudo.  Abraçam o Mestre sem o interesse de barganhar, o abraça simplesmente pelo fato de ama-lo sem os interesses pessoais, mas pela alegria de esta com Cristo e em Cristo.

            Quantos adultos abraçam Cristo por um interesse próprio e não vivem a alegria simplesmente de saber que ele existe que é um super-herói pronto a nos salvar do perigo, crentes são os que creem e não somente os que pedem, os crentes são aqueles que agradecem cada dadiva e não aqueles que se zangam quando seu deleite não é atendido, os crentes de verdade são os que aceitam com resignação e confiança a realidade existente e não se frustram com o Mestre, os crentes de verdade são aqueles que respeitam a caminhada alheia e em conjunto buscam unir-se para o bem da vida e não para sua agremiação separatistas.

            Deixem aflorar e sair para seu exterior à criança adormecida dentro de cada um, deixe a inocência, o sonho, à pureza fazer parte de você e claro vivendo a segurança e a experiência da maturidade para mesclar em prol da salvação e do bem comum à realidade que é o Reino dos Céus. Os anjos de Deus são as crianças em sua concepção e sentimentos, não há maldade, há a brincadeira, não há lagrimas, há o sorriso, não há pesadelo, há o sonho perfeito, não há as riquezas materiais, há a riqueza da alegria, não há o choro do interesse, há o choro da emoção em poder crer e em poder saber que Cristo vive e que Cristo reina e é nosso herói que vem nos resgatar.

            Dr. Bezerra de Menezes.

           


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