sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O Instituto do Perdão



Assim também fará convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar seu irmão de todo o coração. Mateus. 18,35

            Amados,

            O instituto do perdão em nossa consciência traz diversas etapas de compreensão e aplicação de toda sua acústica em nossa existência. Oferta-lo e recebe-lo é sem duvidas em grande parte dos seres um grande desafio, o reconhecimento do erro e mesmo o entendimento do erro alheio, em muitas oportunidades vem de colisão com nosso orgulho e nossa vaidade.

            Os seres munidos de sentimentos sensíveis compreendem com bastante eloquência o quanto viver diariamente neste instituto traz conforto e alivio aos nossos corações. A grande massa planetária não aplica toda modalidade do perdão, pois perdoar se perdoa, mas na primeira oportunidade de agressividade ao seu errante, despejam com bastante cólera os erros deste irmão, inclusive os erros perdoados.

            Como diariamente são estudados na consciência dos irmãos, nossos semelhantes assim como nós, são munidos de muitas fraquezas e imperam sobre o grande mundo a vaidade e o orgulho que não permite viver o único e verdadeiro perdão.

            Nosso Senhor Deus Pai e todo poderoso, nos deu o discernimento do certo e do errado, bem como a consciência de consertarmos nossas condutas dia a dia e poder caminhar livres como um pássaro que busca o norte. Como por meio de seu unigênito, Jesus de Nazaré, nos ensinou a perdoar setenta vezes setenta o perdão e quanto mais precisar. O perdão meus amados, não está simplesmente na única vertente de perdoar o seu próximo, é acima de tudo se perdoar, sim, devemos nos perdoar de nossos erros que cometemos e que traz constantes consequências dos atos praticados.

            Pedro, o apostolo, conversava com Jesus, como poderia perdoar os seus inimigos nas diversas lições que o Mestre aplicava à multidão. Então Jesus contou a parábola onde um comerciante devia moedas ao rei e a estes outros comerciantes o devia, desesperado com a dívida este foi ter com seu rei, e angustiado teve perdoada todas as suas dividas, saindo de lá aliviado com a atitude do soberano. Mas este ao deparar com aquele mais humilde que o devia, começou a persegui-lo e cobrar o que lhe devia, fazendo serias ameaças. O jovem comerciante desesperado, não lhe foi dado o tempo devido para saldar sua divida e este foi perseguido, até que o rei, de posse desta atitude do homem, mandou que o prendesse e de fronte com o homem, arguiu-o o porquê da atitude, que foi perdoado sua divida e este não pode também perdoar a quem lhe devia, e o soberano então, o manteve preso.

            O breve resumo desta passagem em que convido os irmãos a conhecerem na integra com maior afinco e atenção nos traz esta pratica do perdão, ou seja, quando erramos e temos uma divida seja com quem for, seja divida de diversos institutos, desejamos ser perdoados para que nosso alívio de nossa consciência e da alma possa sonar numa tranquilidade e não mais ter que se preocupar, assim meus amados, é aqueles que nos tem dividas inúmeras que deseja ser perdoados muitas vezes por sua impotência diante da vida comungada e partilhada no mesmo respirar.

            O perdão na sociedade moderna tem se visto com bastante desinteresse e de forma muito vulgar, ou seja, tem se pedido muito perdão, mas sem qualquer sentimento, o perdão para se desculpar de falhas e erros muitas vezes conscientes e desejados, para evitar confusões mais serias, e não tem se visto o verdadeiro perdão no seu aplicar. Pois nas primeiras manifestações pós-perdão, a mesma ferocidade é novamente apontado os erros de um perdão já dado. Ou seja, o verdadeiro perdão não foi em sua acústica ofertado, pois quando de posse de sentimento nobre e genuíno o perdão ao Pai de nossos erros, Ele nos perdoará, quantas vezes mais forem necessárias, desde que nosso compromisso e atitude não sejam mais cair na mesma tentação, mesmo o perdão dado pelo Senhor, não nos afugentará das responsabilidades, colheitas e das experiências que devemos vivenciar no resgate aos erros, é a justiça fazendo-se vez, mas Nosso Senhor jamais retroagirá e despejará sobre nós esses erros na eternidade, como dito, que o perdão pedido seja sincero e o compromisso de não mais pecar.

            Jesus perdoava os nossos pecados naquele tempo e continua a nos perdoar quando estamos sempre dispostos a não mais cair no mesmo erro e nem outro mais, mas ao querer persistir nestes erros e não perdoando seu próximo de coração e sem reconhecer os erros e fraquezas e também pedir perdão, terá sua consequência agravada na busca de sua salvação e novamente deverá se prestar a uma nova existência para que o perdão e o ensinamento a si e ao seu semelhante seja instituto de perdão e de forma pedagógica a aplicar sobre todos.

            Há muitos que gravemente erram contra nós e de certo que muitas vezes o perdão é de fato um desafio áureo em nossa consciência e nosso coração, de palavra o perdão não deve ser soado como forma hipócrita a se dizer, pois o verdadeiro perdão não corroem os seres, mas quando você meu irmão e minha irmã se defronte ao desafio do perdão a aqueles que erram contra ti, trabalhe a consciência e o sentimento real do perdão, não vai aplicando de forma vazia, pois ao persistir o erro preso em seu semelhante e o próprio em sua consciência, quem sofrerá as consequências será somente ti, ninguém mais, onde as doenças oriundas das magoas, do rancor, do ódio, desencadeará em seu corpo físico e espiritual, as chagas e as enfermidades de uma consciência insana.

            Errar é dos seres, o perdão é para todos. A aplicabilidade real do perdão é nossa libertação e nossa cura das enfermidades presentes e futuras, e quando proferimos a oração que o Senhor Jesus nos ensinou, perdoe nossas dividas e ofensas como perdoamos nossos devedores e ofensores preste bem atenção no que pedimos a Deus, o perdão desejado e você perdoa realmente seus devedores? Não faça como este comerciante que teve sua divina perdoada pelo rei e foi cobrar a divida de quem lhe devia para não se ver preso na própria consciência e na própria insanidade de pedir e ter e não aplicar com a mesma graça e limpeza interior. Perdoe de verdade e se num primeiro momento não puder aplicar, trabalhe seu ego, sua vaidade e seu orgulho, para não reverter contra ti os atos que se mantem inerte a qualquer mudança, e se mesmo assim, continuar difícil, peça a Deus auxilio e busque em outros irmãos este auxilio e lembre-se sempre de colocar Deus a frente de sua visão e poder agir conforme a vontade do alto.


            Dr. Bezerra de Menezes.

Um comentário:

  1. onde se lê :Não faça como este comerciante que teve sua divina perdoada...
    leia-se :Não faça como este comerciante que teve sua dívida perdoada...

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