quarta-feira, 24 de julho de 2013

UMA ÚNICA FAMÍLIA




Assim já não sois estrangeiros e hospedes, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus. Efésios 2,19.

            Ao habitarmos nosso lar de pronto nos confortamos e somos postos a vontade em nossas ações e praticas, e ao ter a liberdade de agir de pronto buscamos sempre as melhores formas para um bem estar. Ao sairmos de nossa rotina e de nosso mundo costumeiro e visitamos outros ambientes, nossos sentidos de comportamento sofrem com as alterações societárias, nos consideramos um estranho e um intruso, mesmo que a hospitalidade nos conforte.

            Outras terras e outros lares nos convidam a conhecê-los, e ao nosso interesse buscamos a retribuição da gentileza, onde então nosso real costume sofre a alteração do padrão adquirido e vivido no ser. O que será preciso alterar nossas praticas a não confundir o mundo em que aquela realidade serve para não abalroar no conflito das realidades.

            O nosso comportamento deve seguir a este padrão, não somos e jamais poderemos sentir-se como intruso e visita como irmãos em Cristo, ao contrario, devemos formar uma grande família, onde temos que sentir a vontade em nossas ações e não alterar nosso juízo como diferente fosse, há conosco uma realidade diferenciada, mas visualize seu semelhante, e veja que as mesmas formas de existência são páreos a ti, nenhuma alteração há, as necessidades são as mesmas, o sentido é o mesmo, salvar-se, os conhecimentos e os caminhos podem ser diferenciados, assim como o comportamento, este sim responsáveis pelas nossas reais condições em fazermos parte desta grande e única família de Deus.

            No ambiente a que confortamos tudo soa como melodias a encartar os nossos sentidos e inspirar sempre o melhor, o mesmo desejo o querer o bem para o sangue de seu sangue, a carne da sua carne, por ser sua família próxima e pelos designo do alto, ao seu redor também há semelhantes que é família, a única e verdadeira família do amor divino, somos todos irmãos.

            Não há como se sentir intruso em nosso lar, desde que tornamos este ambiente um lugar propicio a esta condição. Nosso ser deve ser o lar e o conforto de outros irmãos, afinal há em cada filho de Deus uma morada, somos diversas moradas que havemos de acolher todos aqueles que clamam por um repouso, uma segurança e uma proteção a todas as fraquezas e medos, no cansaço servir como travesseiros ao conforto do sonar e energização das forças, devemos abrir as portas para fazer morada aos nossos semelhantes e independentes da aproximação física, há de propagar sempre a vida neste lindo lar e se fazer morada como almejamos que Cristo seja em nós.

            Sejamos membros da família do Senhor e como santos em nosso comportamento e no seguimento as leis divinas e ser portador da vontade do criador, a santificação de nosso ser esta não apenas nos milagres visíveis e nas curas físicas, esta em resgatar a todo o momento aos dilacerados da esperança, ser salvador dos perdidos, salvando e servindo sempre de abrigo do amor e de caridade a vida que lhe cobra o dever de agir. Faça morada ao desalento, calor ao frio, luz as trevas, resignação ao malfeitor, dignidade aos humilhados, perdão aos pecadores, força aos fracos, sorriso ao choro, alegria a tristeza, esperança na morte.

            Faça parte da família do bem, não se sinta um hospede que simplesmente habita por um tempo aquele lar, ou mesmo um estrangeiro em terras distantes, onde não terá liberdade para agir pelo sopro da liberdade, pois estas condições são passageiras e após a estada e a realização a que se propôs a visitar esta família que também é sua, simplesmente voltar ao isolamento e a própria exclusão deste direito que é seu, para habitar na família perdida do pecado. A família esta pronta a recebê-lo de braços abertos, o anfitrião lhe quer ao seu lado lhe protegendo e ofertando toda sua graça e seu amor, o Pai quer esta ao seu lado, e para isto é preciso também o querer, ou até quando seu isolamento e sua instabilidade lhe proporcionará pouco instante de bem estar e a realidade fria de agitação e intrusão a terras que não lhe quer o bem e a família que não é a sua? 

            Por isto cada um deve se fazer morada ao conforto destes irmãos agitados pelo vendaval da discórdia e das trevas, para que no momento de acolhida se fazer como o filho prodigo, que saiu pelo mundo e ao desejo de voltar a morada do Pai, este o recebeu de braços abertos e acendeu a vida sobre a morte que acompanhara este filho para viver uma realidade aventureira e sem qualquer estrutura na manutenção contra qualquer mal. Pois ao sair da família de Deus a sorte lhe será precisa e que a misericórdia lhe acompanhe para que não se junte aos porcos para que as migalhas lhe sejam oferecidas como alimento. Reflitam irmãos, o planeta e a vida espiritual não oferecem em sua totalidade as rosas belas e perfumadas, há também os espinhos afiados a machucar toda esperança, mas com a fé alcançaremos em toda plenitude toda sua beleza.

            Dr. Bezerra de Menezes.
  

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