terça-feira, 23 de julho de 2013

AINDA SOMOS DESCRENTES


                     
Maria Madalena foi anunciar aos discípulos que tinha visto o Senhor. E contou o que Jesus tinha dito. João 20,18.

            Após a dolorosa via sacra de todo sofrimento que passara e todo tipo de agressão na carne, no terceiro dia conforme havia dito Ele ressuscitou, não mais habitava o mundo em que muitos de nós nos acostumamos por comodismo e desconfiança a palavra do Mestre, o mundo dos mortos.

            Maria Madalena é exemplo que com fé podemos ter nossos pecados perdoados, basta confessa-lo a Deus e pela fé ser liberto de todas as tentações do pecado. Mas o arrependimento genuíno e verdadeiro e não o praticado pela civilização que desdém o verdadeiro sentido do perdão e de perdoar os seus devedores, sim, conforme exemplifica o Cristo em suas palavras, o perdão é sentido de elevação e grandeza da alma, é nele que encontramos a verdadeira morada de Jesus em nosso Ser, o perdão sem dimensão é simplesmente o aplicado.

            Conforme estava escrito, Jesus ressuscitou e vive entre nós através de suas palavras que ecoam sobre nossa existência, mas naquele tempo ainda seus discípulos eram incrédulos com muitas revelações e verdades que o Mestre anunciara, entre suas incredulidades estava na revelação que o filho do altíssimo levantaria entre os mortos, e Maria Madalena cheia da luminosidade do Mestre o reconheceu e fora anunciar aos discípulos, que de imediato não acreditaram naquela mulher, desconfiados, Pedro foi até o sepulcro para comprovar e os demais ficaram escondidos onde permaneciam, foi então que mais uma vez Pedro e os outros tiveram a comprovação do que o Mestre havia dito. Tomé, o cético, somente teve a certeza quando na presença de Jesus pode ver suas chagas, mas também acreditou e deu graças e acreditou que Ele era o Messias.

            Evidente que esta passagem é de conhecimento de muitos irmãos leitores e quantos não se revoltam em saber que os apóstolos desconfiaram de sua palavra e afirmamos que eles foram fracos e desconfiavam de Jesus e foi preciso Ele fazer-se presente para novamente comprovar a que veio.

As fraquezas dos doze não afastam de nós a nossa desconfiança e também incredulidade em crer na palavra e lições do Messias, quanto tempo se passou e o pecado ainda permanece em nós, quantas vezes impedimos do Senhor se fazer obra em nós? O comportamento da humanidade permanece inerte quanto a pratica do bem e da caridade para com o próximo, a insensatez quanto da nossa indiferença aos mais fracos e pecadores não dos diferenciam daqueles sacerdotes e mesmo Judas que o julgaram e também o traiu. São muitas as nossas omissões e imutabilidade quanto a que propõe o Mestre para nosso êxito no Reino de Nosso Pai. Continuamos a praticar os mesmos erros do passado, a metamorfose começa em nós, como a lagarta que caminha para poder florir a paisagem com suas belas cores, onde nosso comportamento deve seguir o mesmo passo caminhando para a transformação e fazer florir a vida através das nossas cores alegres da caridade e do amor único.

Ainda o negamos quando não buscamos fazer de nossas vidas a negação do pecado, assim como os Apóstolos, não acreditamos na totalidade de suas palavras e contrariamos o desejo da salvação apresentada pelo Messias, fora preciso Ele aparecer aos doze para se fazer comprovar a verdade, e será preciso que ele volte diante de nossos olhos cegos da alma e do corpo para que novamente se comprove a sua verdade e possamos fazer das nossas ações o jubilo do Senhor em nosso planeta?

Não é preciso Jesus se fazer cores em nossa cegueira da fé, é preciso fazer como a brisa que toca nossa face através de suas palavras que devem ecoar no silencio da nossa alma e abrir a nossa janela da vida para que o por do sol que é sua existência se faça morada em nossa fria madrugada da alma, onde por muito o nosso lado sombrio se esconde numa falsa imagem de tranquilidade conforme expressa nosso amado irmão André Luiz.

Faça como os pecadores salvos pelo Mestre, encha todo seu vazio de esperança e acredite, no seu caminho, que traduz a nossa verdadeira salvação e jamais exalte a descrença que habita em seu ser, desprenda-o do altar da consciência apresentado pelo sombrio pecado e ludibriador da perdição do maleficio.

Acredite Cristo vive e é Ele o caminho, tanto para os irmãos encarnados, como principalmente os desencarnados que podem comprovar na experiência o sopro de Deus na sua real condição.


Dr. Bezerra de Menezes. 

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