terça-feira, 18 de junho de 2013

Livres como o povo de Deus.



Eles procuravam prender Jesus, mas tinham medo do povo. É que perceberam que Jesus havia contado a parábola contra eles. Marcos 12,12 a-b.


            Como já aprendemos, Jesus nasceu da vontade de Deus no seio da família de Maria e Jose, ambos eram pessoas simples do povo, viviam sem luxo, sem ostentação, José era carpinteiro e Maria como costume cuidava do aconchego do lar, num sonho o anjo revelou a Maria a vinda daquele que faria dos costumes uma nova etapa e concebida sem pecado foi à portadora fundamental da vontade de Deus, e com receio de José que não entenderia a sua situação, o anjo se fez presente a ele e o fez compreender a verdade da vontade divina.

            Jesus veio ao mundo e como luz e estrela atraíram diversos admiradores, entre eles os reis magos que se fizeram Deus tocar em seu coração e seguir até a manjedoura, onde ali estava o homem que transformaria a humanidade. Nascido dos costumes judeus, Jesus obedecia a todas as regras comportamentais da época e obedeciam as mais de duzentas leis do costume judeu e ditado pelos fariseus e saduceus da época.  Pregava nas Sinagogas, e vestia-se conforme os costumes, sua aparência física era páreo ao povo de Israel, homem simples, sem vaidades, sem ostentação, sem o diferencial físico, mas toda superioridade espiritual a que nos é por dever caminhar.

            Com o passar da época, Cristo mostrava sua luz e vontade de Deus, suas obras e ações reuniam em torno de si uma multidão que viam nele a fé de sua vontade, muitos desesperados do espirito e das necessidades físicas a que se eram aprisionados com as doenças inúmeras, o procuravam em busca desta salvação, a fé daquele povo era tão grande em Cristo que o próprio mestre mostrava como a fé pode nos transformar e curar todas as nossas doenças, seja do corpo, como principalmente do espírito, este sim responsável por tudo e eterno da vontade de Deus.

            Jesus ensinava um novo tempo e confrontava com os costumes da época que vinham de gerações herdadas, naquele tempo muitas manifestações seja qual for devia respeitar um protocolo hierárquico aos reis, os doutores da lei e os sacerdócios, bem como aos anciãos que eram responsáveis pela manutenção dos costumes locais. Jesus rompia com sabedoria estes paradigmas, não para afronta-los, mas para mostrar que a fé em Deus e em sua existência vai muito além destas prisões comportamentais, e aquele povo sofrido, simples e dominados pelo medo que eram impostos, enxergavam no Mestre a salvação das suas necessidades mais urgentes, saciou a fome dos famintos do corpo, curou os enfermos, ressuscitou os mortos da esperança e da eternidade. A boa nova aguçava a ira dos poderosos daquele tempo, que viam neste homem o afronte aos costumes. As praticas de Jesus afrontava com seus interesses e de todas as formas buscavam em Jesus condena-los por transgredir as regras e por fazer o uso da cura em dias considerados sagrados daquele povo, perdoar os pecados e levar aos poderosos a refletir seus atos e exageros. E como aquele povo acreditava em Jesus, o defendiam com veemência os exageros dos saduceus e fariseus e Eles tinham medo da união daquele povo e não tinham coragem de prendê-lo e encarcera-lo, mas buscavam a todo instante acusa-lo e condena-lo, com arguição que iam de encontro às leis, pois através dos ensinamentos Cristo mostrava as verdadeiras intenções daqueles que detinham o poder a qualquer custo.

            Eis meus irmãos o exemplo de Cristo em nossas vidas, seremos em todos os instantes aguçados a pecar e ser entregue a perdição do pecado pela vontade do maligno que a todo o momento faz adeptos e seguidores a perder o povo de Deus, nos apresenta o anticristo impregnado nos pecados ditos cotidianos do tempo, como as drogas, os vícios, os assassínios, na perdição dos pequenos, seja do etário, ou seja, das limitações materiais, mas ricos nos comportamentos e ensinos do mestre. Este afronte meus irmãos, nada mais é que os mesmos e até piores aos afronte contra o Cristo que há entre nós, prontos a nos perder nas prisões do próprio ser, não creem que as prisões sejam somente as gradeadas, são estas prisões que nos impedem a seguir com Cristo na salvação, entre as que expomos, diversos outros afrontes, como a intolerância, o ódio, a ira, a cólera, o rancor, a escravidão que colocamos nossos irmãos de acordo como nossa conveniência e mesmo poderes conquistados. Estas situações meus irmãos, nada mais é que as diversas formas de nos prender na vontade que contrariam as leis de Deus, são povos do maligno que assim como os saduceus e fariseus usam todas as formas de situações a nos aniquilar e prender no eterno encarceramento do ser e impedir que seguimos com Cristo para a salvação. Defenda Cristo como aquele povo o defenderia, mas não a defesa pessoal e sim de todos os ensinamentos que existem para nos salvar.

            Dr. Bezerra de Menezes.

           

           


            

Um comentário:

  1. Excelente texto, além de nos fazer refletir sobre o sacríficio de Jesus pela humanidade, mostra-nos o verdadeiro caminho para buscar a Luz!

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