quarta-feira, 8 de maio de 2013

Nem só do pão vive o homem




            Tentado no deserto pelo diabo que no momento em que foste desafiado a provar que era filho de Deus que transformasse a pedra em pão para que saciasse sua fome, o Mestre afirmou “que não só de pão que vive o homem e sim da palavra de Deus”. Por esta afirmativa que devemos nos ater para com os exageros que cometemos não somente para com o alimento físico que sustenta o corpo e sim com que alimentamos em todo sentido da vida.

            Viver a vida nada mais é que comungar e alimentar as obras do senhor a cada suspiro da vida que existimos, o planeta tão sedento da palavra, mas muito preocupado com o alimentar da matéria e gradativamente enfraquecendo o espirito, compreenda-se que espirito e corpo são apenas uma única existência, o corpo físico sendo apenas a veste da alma devendo ser respeitado como respeitamos o nosso lar que abrigamos a vida e o espirito. A nossa consciência é a nossa alma, o que praticamos se refletirá significantemente em nosso espirito que é a vida real, as vestes apenas uma passagem que logo se extinguirá como descartamos uma veste usada e o que manterá sempre é o principal ao qual devemos sempre zelar pela sua integridade.

            É bastante confortável desejar o melhor da vida, principalmente na aquisição de bens materiais, mas nada nos será dado senão pelo merecimento, os que insistirem em fazer de tudo para ter o que não lhe é de merecer, será certamente arguido pelos caminhos escolhidos, sendo que muitas vezes a aquisição pelo demérito é adquirida da forma controvertida as leis divinas. Mas sempre haverá a oportunidade de se regenerar, quando desejamos tanto algo e este não nos é dado pela condução natural da vida de certo não será o momento certo, mesmo andando com conforme a estrada de Deus. Onde devemos aceitar que está comunhão não nos será bem digerida e havemos de entender o verdadeiro proposito, lembre-se que a tentação não vem somente nas formas de nos adentrar ao abismo, vem sempre em forma de deleite e dos prazeres perecíveis da matéria.

            Somos um oceano de sentimentos, assim como os grandes mares da vida há os grandes mistérios, as zonas de convergências, há os desafios da vida que sempre nos levará a buscar as margens da terra segura, mas devemos sempre ser aquele oceano desejado por muitos, mas respeitado pela sua grandeza sutil das aguas que nos banha a vida, mas que oferta a todos o que de mais sagrado nos abriga, a obra divina da criação magistral da vontade de ser o que é sem modificar a essência semeada.

            Dr. Bezerra de Menezes.

           

            

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