quarta-feira, 20 de março de 2013

O perigo das forças ocultas



            Vivermos o nosso mundo é um pratica desde os primórdios da vida orgânica e inorgânica do planeta, somos seres exclusivos a serviço dos desígnios do criador, a comunhão da vida para com a vida, nada mais é que a engrenagem da nossa obrigação e entender que nossas limitações também esbarram com os seres vitais.

            Quando nosso criador nos fez unir com demais irmãos, não foi apenas para saber lidar com o próximo, foi para tornar a vida daquele o pilar de sustentação como também necessitamos deste amparo. Não existe aquele que não precisa do apoio do outro, ninguém é autossuficiente para dominar todas as questões, apenas o nosso Pai é este Onipotente.

            A harmonia em que tudo fora criado passa pela nossa vontade de viver naturalmente as consequências da vida, mas quando o Criador mesmo sendo nosso fundamental elo da criação, nos deixou a liberdade de conduzir nossa própria sorte. Ate mesmo a formação dos males, onde aquele anjo criado pelo Senhor, revoltou-se com as criações e fez frente a Ele. A partir de então que criaram as nossas escolhas, mas tenhamos sempre a certeza que o anjo da treva, não tem na criação divina, em especial os seres orgânicos que somos nós irmãos, como fonte de amizade e contemplação, não irmãos, ele vive de perder toda criação divina, eis ai uma das explicações para tamanho sofrimento e desafios do bem contra o mal.

            A solidão faz parte desta perversidade imposta pelo Anjo Mal das trevas, pois a tentação de não aceitar o próximo e toda sua importância faz com que muitos se fechem ao próprio universo e de lá dificilmente sai. Não aceita os defeitos e limitações de seu semelhante para com sua dita vida própria, quantos irmãos solitários veremos rodeados de amigos, parentes e pessoas, mas se trancam num universo único de não compartilhar a amizade, não compreende que o outro erra, que o outro é capaz de ser feliz. O importante não é encarar o solitário como afronta a sociedade, não, é a doença da alma entregue ao encanto destruidor do mal.

            Os vícios do corpo que aprisionam a alma num mundo nefasto não deve jamais ser encarados como vontade voluntaria de fazer o mal, é a fraqueza existencial que permite a entrada do mal em todo o poro vital, acomodando em nome da essência do mal impregnado na preguiça, no desanimo, na falta de vitalidade de viver o melhor da vida em um todo, e estes lastros somados com a pitada da vaidade, do orgulho, do ego inflamado que traz a humanidade o retroceder da vida.

            Havemos de trabalhar com a atenção redobrada da mesma maneira que cuidamos da nossa vida contra a morte arrebatadora da vida material, pois muitos irmãos em quase sua totalidade no planeta teme perder a caminhada planetária, mesmo entendendo que cessará sua estada no planeta. Por isto cuide e vigie para que o mal não aposse a propriedade do seu ser e faça dono do que é seu por direito e faça desta invasão motivo de aniquilar sua caminhada. Ele nos apresenta de varias formas e inclusive em pele de cordeiro, manso e delicado, mas quando este ganha sua confiança, mostra sua verdadeira intensão. Não é para desconfiar do seu semelhante, jamais, e sim do que esta impregnado em seu ser, contra a própria vontade que se faz muitas vezes imperceptível à consciência que se diz proprietário.

            Dr. Bezerra de Menezes 

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