quarta-feira, 20 de março de 2013

Não traía Cristo




            Aquele que molhar o pão ao vinho junto comigo é quem irá me trair. Com esta afirmação o homem de Nazaré apontou aquele que cometera a mais grosseira e injusta traição da humanidade, ao entregar Jesus aos homens da lei em troca de moedas de ouro.

            A traição de Judas foi motivada pela fraqueza e a duvida que havia em seu ser para com a palavra do Mestre, e no momento em que a duvida mais o assolava que a tentação do mal surgia e atraído pelo brilho do ouro Iscariotes levou os soldados até Jesus.

            Ao beijar a face do Mestre em sinal de identificação para os soldados, ainda fora docemente questionar Judas, porque trai o Mestre com beijo, e ali estava o Nazareno entregue ao castigo dos homens, ao ver a consequência de seus atos e arrependido, Judas se entregou mais uma vez a fraqueza e tirou sua vida. Assim como perdoou todos nós Judas também recebeu seu perdão divino, mas a mancha ainda assola nossa consciência e o transpor de sua evolução.

            Mas quantos de nós ainda traímos nosso Mestre através das nossas ações, atitudes, comportamentos e sentenças que proferimos sem autoridade aos nossos irmãos, sim irmãos, a acidez que muitos conduzem sua vida perdidos na vastidão do poder, da vaidade e do orgulho, nada mais é que se encontrar em traição a lição do Mestre e entre a principal dentre todas, que é, amai uns aos outros. De certo que encontraremos irmãos afirmando ser impossível amar o próximo e neste sentido nada mais é que trair a esperança que o Mestre depositou em nós e pelo motivo morreu por nós.
           
            Incondicionalmente podemos nos arrepender do pecado a qualquer instante, mas o momento não pode cessar da oportunidade que passa diante de nossa existência, comece perdoando não apenas ao seu próximo, mas principalmente perdoando a si, que muitas vezes se coloca a mercê do próprio julgamento da consciência. E onde não houver aparentemente a saída do emaranhado de arames farpados que nos entrelaçamos não se desespere, o caminho da salvação e da libertação esta de mãos estendidas a lhe amparar. Por isso não tarda sua evolução.

            Busque condicionar o direcionamento do equilíbrio da vida pela essência divina em seu coração e fundindo consciência de que a ação começa pelo ato da própria iniciativa.

            Dr. Bezerra de Menezes
            

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