quarta-feira, 27 de março de 2013

A CASINHA AZUL




            Num povoado no interior de Minas Gerais morava uma senhora muito franzina, sua casinha era modesta, simples. Era dona Lurdinha como era conhecida nesta cidade, tinha vários gostos singelos, como a cor azul, por isso sempre manteve a cor a sua morada, como também amava os animais, as flores que cultivava de diversas espécies, a assistir televisão, receber as visitas dos amigos da cidade, gostava de rezar o terço e fazer o culto em sua casa.

            Há muitos anos viúva, dona Lurdinha morava sozinha, tinha uma única filha que era casada e morava na capital, não tinha mais parentes por ser filha única e os parentes do marido jamais a visitara.

            Além de todas essas singularidades, dona Lurdinha tinha o dom da cura, benzia os enfermos, os necessitados, fazia muita caridade na cidade, desde o mendigo ao afortunado, ela recebia em sua humilde casinha, que iluminava muita energia positiva. Era feliz porque tinha amigos e sempre a visitavam para o café da tarde que ela mesma fazia questão de comungar com todos a está ceia. Alguns levavam bolos, pães, biscoitos, tudo era um motivo de muita alegria, a casinha modesta o cheiro das flores, os animais sadios e felizes, e como sempre tudo era movido à cor azul.

            Ela tinha também formação em pedagogia e também ministrava aulas de reforço às crianças sem nada receber e se zangava quem insistisse em retribuir ao gesto, e era de pronto respondido, que em toda sua vida recebera do governo pelo sua formação ao qual ela considera que o aprendizado sempre deveria ser uma doação, uma vez que a vida nos doa através das obras de Deus todas as oportunidades de desenvolvimento e de ser um ser humano de bem. Mas como ela precisava sobreviver às necessidades básicas da vida, então lecionava nas escolas publicas como servidora concursada. E desde a época já ensinava de graça. Com a sua aposentadoria e a pensão deixada pelo esposo, ela já se considerava mais que coberta as necessidades, honrava com seus suprimentos básicos e o restante do dinheiro doava a algumas instituições, pois sempre acreditara que acumulo de riquezas materiais sempre fora uma prisão nociva do espírito a verdadeira evolução.

            Após muitos anos dona Lurdinha deixa a vida planetária e retornava a vida eterna e deixando através de suas ideias, ações e legado que a felicidade esta escrita não somente naquilo que você acumula, seja materialmente ou culturalmente e sim no que você pode usar em beneficio do seu irmão, seja ele conhecido ou anônimo, ter amigos de verdade a compartilhar o melhor de você e dele, fazer com que tudo seja muito mais especial e jamais desperdice sua vida com o egoísmo, com a ganancia, o consumismo e a inveja, tudo isso é supérfluo diante da maior riqueza do praticar o bem sempre.  

            Descomplique a vida, viva a simplicidade, amenize a rigorosidade, mantenha o equilíbrio, desconfie menos, vigie sempre, zangue-se menos, sorria sempre, reclame menos, busque soluções, reclame menos que esta ruim, faça um pouco melhor, sente-se no chão e brinque com as crianças, divirta-se com os animais, plante flores em sua casa e principalmente no seu coração para que a beleza resplandecente sempre reluza aos olhos do seu semelhante.

            Dr. Bezerra de Menezes
           

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