quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O dom da humildade


            A humildade é a graça que todos devemos adquirir dentro do santuário do nosso ser na expectativa de cumprir nossos caminhos de evolução e adquirir em nós os serviços de auxilio e fazer-nos instrumento de Deus frente às condições de paz da humanidade.

            Diferencie-se a humildade com a situação humilhante, a humildade é o estado em que fazemos grandes na alma, onde poderemos conduzir com dignidade os propósitos, sabendo reconhecer as fraquezas, os erros, e buscar acima de qualquer pretensão o próprio bem. A situação humilhante do ser é quando o mesmo acata sem questionar as imposições e faz o que mandam por intermédio da força agressiva, podemos creditar também como humildade este comportamento, afinal o mundo tão ferrenho e violento que o planeta que os homens forma, que muitos preferem se recolher. Mas quando este comportamento traz o desconforto e a aniquilação do próprio ser, certamente se a atitude não for convertida em segurança, muitos pode se perder no próprio ser.

            Devemos combater o mal e as situações que podem desenvolver a autodestruição, como nossa instrução da verdade, obedecendo sempre à ordem da educação e do equilíbrio, não pode colocar nosso ser em risco da própria existência, somos criações únicas com qualidades e defeitos, mas buscando sempre a posição do melhor para si e principalmente para o próximo incondicionalmente.

            Jesus Cristo, o mestre, o filho do Onipotente se fez grande pela humildade, firme em suas convicções e posição da verdade, não precisou se humilhar para falar a verdade, quando os saduceus e os fariseus o desafiavam no alto da sua arrogância e tentação, colocando em situações que poderiam o condenar pelas leis da época, o Cristo simplesmente na sua humildade e apresentando suas considerações verdadeiras, desarmavam os tentadores do mal, como livrando uma mulher do apedrejamento, onde pôs aos justiceiros a condição de reflexão interior, que pediu que o primeiro que não tivesse pecado atirasse a primeira pedra, após escutar, os homens da lei saiam e deixavam as pedras, e o Mestre que ditou a boa nova e escrevia ao chão, ergueu a cabeça e perguntou a mulher se ninguém a condenara, e com a resposta da mulher que dissera que não fora condenada, o Cristo, também não a condenou e a aconselhou não mais pecar.

            Por isso devemos ser como o Mestre, humilde e firme nas convicções do bem e não deixar que o mal aposse do nosso ser por às vezes expressar com veemência suas ameaças e dita uma força não existe. Onde muitos irmãos se entregam aos gritos do desespero do mal. Ser forte e atentos sempre.

            Dr. Bezerra de Menezes

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