quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Anjos não aparecem por acaso.




            Álvaro nasceu em uma família humilde, mas com princípios morais admiráveis, vivia no aglomerado de uma grande metrópole, sua mãe Lídia era domestica e seu pai Antero, pedreiro, sempre se mostraram pessoas equilibradas e com muito trabalho conquistavam seus bens, além do oficio ajudarem outras pessoas.

            A casa da família era própria, fruto da herança dos pais de Lídia, era modesta, mas muito bem estruturada, havia um carro usado muito conservado e aos finais de semana que não trabalhavam passeavam com Álvaro, já com 8 anos, para que pudessem distrair. Era uma família muito feliz.

            Onde moravam era querido pelos amigos, sempre que solicitavam determinadas necessidades eram de pronto atendido pelos vizinhos. Ate mesmo na responsabilidade de cuidar de Álvaro nas necessidades mais urgentes.

            Final de ano se aproxima e todos planejam uma viagem de férias para o litoral, antes Antero faz uma revisão em seu carro e Lídia solicita suas férias da casa dos patrões. Tudo pronto e chega o dia da viagem, todos felizes adentram a estrada. De repente em uma curva surge um animal e supreendentemente Antero freia bruscamente e ao tentar desviar do animal, o carro derrapa e cai em uma ribanceira. Antero e Lídia morrem instantaneamente, o pequeno Álvaro escapa com apenas arranhões. Aos oitos anos de vida, o primeiro desafio, sozinho em meio ao caos do mundo.

            A assistência social do hospital ao qual fora atendido, tenta fazer contato com familiares do casal morto, com alguns dias de tentativa, conseguem localizar uma tia de Antero que mora numa cidade longe, onde é cientificada do problema e se prontifica a cuidar do garoto. Ao avistar o menino Dona Lélia a recepciona com bastante frieza e sem demonstrar qualquer emoção, leva o garoto para sua casa. Ao chegar, é colocado junto com outros dois filhos da senhora, que o recepcionam também com bastante frieza.

            O tempo vai passando e os maus tratos começam, o garoto é colocado para arar a roça juntamente com marido de Dona Lélia, Senhor Mauro, que sem qualquer pudor sobrecarrega o físico do menino e não o deixam sequer fazer parte de sua família, fazendo suas refeições em um quarto juntamente com os mantimentos da casa, não podia brincar com os filhos do casal e sequer assistir uma televisão e toda noite o pequeno Álvaro silenciosamente chora a ausência dos pais e as condições como sua vida se formou.  E também sem qualquer respeito à lei, os casal vendem a casa que seria por direito de Álvaro e ficam com o dinheiro.

            Passam dois anos, e a luta do pequeno garoto se mantem, desnutrido e fraco é levado ao hospital de uma cidade distante, com o intuito de se livrar do garoto, Lélia e Mauro, apresentam às identidades falsas, assim como endereço, o garoto é internado e fingindo preocupação, Lélia pede ao marido que vá buscar roupas para o garoto e também fingindo sair para ir ao banheiro, sai sem que ninguém perceba e desaparecem, deixando o garoto entregue a própria sorte.
           
            Os enfermeiros chegam ao quarto e ao questionar o garoto descobrem que fora abandonado e sem sucesso tentam identificar os responsáveis, em vão. Chamam a policia para registrar a ocorrência e abrir investigação, mas sem qualquer sinal de sucesso. Após receber alta, uma senhora, dona Maria, que acompanhara sua filha a uma consulta escuta parte da historia do garoto e busca informações junto aos diretores e se comove com o caso, ao aproximar de Álvaro, escuta tudo que ele passou, na perda dos pais e aos maus tratos dos tios distantes.

            Comovida, Dona Maria procura a direção do hospital e se prontifica a cuidar do menino, compromete legaliza-lo perante a lei e cuidar da sua vida. Como prometera, Dona Maria procura um advogado amigo da família e consegue registrar e tutelar Álvaro, já morando na nova casa, o menino reacende novamente para vida, é colocado na escola, aprende boas lições além da adquirida pelos seus finados pais.

Passam dez anos, já com 20 anos, adentra a faculdade de Direito, ajudado pela sua mãe adotiva. E depois de 5 anos se forma, se torna um grande Advogado.

            Ao saber da nova condição social de Álvaro, dona Lélia o procura, pois perdera tudo, o marido que falecerá e os filhos que se perderam na bandidagem e a mesma passava até fome, e ao invés de escorraça-la, Álvaro a acolhe e lhe da todas as condições dignas de uma pessoa e ao final da vida, houve da senhora o pedido de perdão e a mesma parte leve para o reino de nosso Pai.

Lição:

A vida muitas vezes pode nos pregar algumas situações adversas a que desejamos, podemos sofrer, podemos apanhar da vida, ser surrados e mesmo escorraçados pelo nosso semelhante, mas se tens a certeza de um Deus de amor e misericordioso em seu coração, o auxilio vira e se acontecer daqueles a que em algum instante lhe magoou e causou sofrimento físico e moral lhe pedir clemencia, não os humilhe como que fizeram a você. Use da grandeza e da humildade de Cristo e não os condene, ampare-os dentro da sua verdadeira e real possibilidade, pois o mesmo anjo que pode lhe aparecer é o mesmo que você poderá ser ao próximo. E saiba que muitas vezes as linhas tortas de Deus é a nossa linha reta da salvação.

Dr. Bezerra de Menezes       

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