quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Jamais tente ser o que não é




            Luiz Carlos é um jovem sadio, de uma excelente criação moral e ética, frequentou as melhores escolas e de imediato ingressou na faculdade de Medicina da sua cidade. Desde então jamais se envolvera com badalações, era um jovem caseiro e de poucas amizades. No decorrer do seu curso se viu interessado em fazer amizade com um grupo dito, “divertido” da sua sala de aula, pois sempre faziam piadas durante as aulas e até mesmos as graças eram levadas na esportiva pelos professores. O que agradava Luiz eram a alegria e popularidade desta turma.

            Aproxima-se do grupo e começa a discutir assuntos da aula e logo ganha a confiança do grupo e se enturma fazendo parte desta sociedade. O que o rapaz não esperava que este grupo fora das dependências acadêmicas fosse na verdade uma gangue de baderneiros que causam perversidade e causam transtornos pela cidade. Após mais um dia de aula, os rapazes chamam Luiz para uma balada à noite, se sentindo prestigiado, aceita sem titubear. Um dos integrantes combina de busca-lo em sua casa.

            A noite chega e um dos rapazes chega no horário combinado, não adentra a sua residência, em casa Luiz Carlos entusiasmado diz aos pais que vai sair com o grupo de amigos da faculdade, apreensivos os pais recomenda muito cuidado e o rapaz sai. Os rapazes se encontram na porta da boate, adentram, bebem em demasia e oferecem muitas misturas a Luiz Carlos que não era acostumado a beber. Dentro da boate os rapazes começam a aprontar e Luiz sob efeito da bebida vê a situação como graça e também se une para bagunçar o ambiente. Paqueram as moças sem qualquer pudor e começam a dançar e esbarrar violentamente nas pessoas, ate que os segurança com rigor os retira do local.

            No lado de fora todos riem da situação e um dos rapazes diz: “-A noite só tá começando, vamos aprontar todas né Luiz”. O rapaz consideravelmente alterado encara com maior naturalidade. O grupo começa a andar pelas ruas gritando, uns começam a arranhar carros estacionados na via, outros derrubam as motocicletas, batem campainha nas casas e saem correndo, para Luiz Carlos tudo era diversão.

            Chegam a uma lanchonete que funciona de madrugada, e começam a abrir geladeiras e consumir os produtos, todos falando alto e sendo ate inconvenientes com os funcionários e Luiz vendo a situação e encarando como normal. Após consumirem os produtos os rapazes pede que Luiz pague a conta e em sinal de amizade, sem questionar o rapaz aceita pagar a conta.

Chega o líder do grupo, Paulo, e diz: “- aqui Luiz você é um cara bacana, sabe que pode contar conosco sempre, agora para fazer parte do nosso grupo você tem que provar que é um de nós, por isso vamos te propor um desafio, você topa”?
Com a voz sem graça e desconfiado, mas disposto a fazer parte do grupo ele topa e pergunta o que tem que fazer. O rapaz leva Luiz para um espaço reservado e lhe mostra um revolver e propõe.
“ - o que você tem que fazer é assaltar um taxista e trazer todo dinheiro para nós”.
Assustado ele fala: “– mas para que isso”? “É errado e outra eu posso ser preso”, o rapaz diz: “ – você quer ou não fazer parte do nosso grupo, todos nós já fizemos isso, e outra é só uma vez e pronto.

Luiz depois de muito pensar resolver aceitar o desafio, o rapaz lhe entrega o revolver e leva ate um ponto, primeiro instrui o que ele deve fazer para cometer o crime. Com a arma escondida Luiz Carlos aciona um taxi e entra e os outros rapazes ficam escondidos.

Luiz indica onde o taxista deve leva-lo, senta-se atrás conforme fora ensinado, no decorrer da corrida, muito nervoso e suando muito, tira o revolver e anuncia o assalto, o taxista se assusta e clama por sua vida, o rapaz pede para que ele siga viagem, neste instante vem de encontro ao veiculo uma viatura da Policia e o taxista em um golpe de vista joga seu taxi sobre a viatura e sai correndo, os policiais saem com arma em punho dando voz de prisão ao rapaz.

Sem mostrar qualquer reação o rapaz se entrega e explica toda a situação e o que o levou a cometer este ato, e indica o local onde os colegas estão, mas o mesmo é algemado e posto na viatura, ao levar os policiais no lugar onde supostamente estaria o grupo, ninguém mais estava no local, irritado os policiais levam o rapaz para a delegacia. Chegando e de frente para o delegado ele expõe toda a situação, Luiz telefona para os pais que de imediato chegam acompanhados por um advogado.

Mas a presença dos pais e do advogado não é suficiente, Luiz é indiciado e preso por tentativa de assalto e porte ilegal de arma. Após um tempo é levado à presença de um juiz, onde é proferida a sentença de 10 anos de prisão em regime fechado.

Lição:
Todos nós nascemos com uma característica peculiar e somos educados para o bem dentro do nosso lar, quando saímos da porta de nossa casa para o mundo, vamos deparar com pessoas de todas as índoles, pois o planeta mescla o bem e o mal. Por isso o bem que adquirimos do nosso berço jamais deve ser ofuscado por certas aventuras, quando deixamos de ser nós mesmo, corremos o risco de arrepender-se para sempre e até mesmo perder nossa encarnação em função da astucia do mal, além de ferir profundamente as pessoas que mais nos ama.

Por isso devemos sempre estar atento e viver o bem em toda sua essência e oportunidade e jamais tente ser alguém que não é por querer impressionar outros irmãos, pois tendo este comportamento poderá ter mais antipatia do que simpatia frente aos demais. Seja como planta que nasce em meio ao asfalto, pode ao redor tudo ser frio e vazio, mas nem por isso deixará de mostrar a sua real beleza.

Dr. Bezerra de Menezes


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