terça-feira, 12 de junho de 2012

O Beijo da garotinha.



A família se preparava para o natal, Angélica cuidava de todos os preparativos para receber as visitas para ceia, em plena anti véspera das comemorações, nervosa e agitada para que tudo saísse com bastante capricho e organização. Logo na sala brincava sua filha Carla de quatro anos, entretida com uma caixa e usava todas as cores possíveis para colorir, Angélica nem percebia sua brincadeira.

Chegou a véspera do natal e a matriarca mais nervosa, não percebia que Carla continuava a pintar a caixa, por volta do meio dia a garotinha chegou para a mãe e lhe entregou a caixa, e disse a mãe: “- olha mamãe um presente para a senhora” a mãe num rompante pegou a caixa com grosseria e abrindo quase que rasgando a caixa, ao abrir se deparou com a caixa vazia,  proferiu xingando “ – Isso é presente que dê, aqui não tem nada menina chata, não esta vendo que estou apertada de serviço, não tenho tempo para tolices”. A criança choramingando disse, “ mamãe a caixa ta cheio de beijo que enchi para a senhora, para não esquecer que te amo”, a mãe dura jogou a caixa num canto e a pequena Carla triste, foi para o quarto.

A noite caía e Angélica nem percebeu a ausência de Carla, apenas soube pela empregada que dormia, os convidados chegaram e nada de Carla aparecer, ao virar meia noite todos saúdam e não percebem a ausência da garotinha, três horas da manha todos se despedem e Angélica vai quente no quarto pronta para bronquear a filha pela ausência, num rompante acende a luz e ao despir o cobertor vê a garota abraçada a caixa, ao pega-la com rispidez, percebe que a criança esta gelada e percebe que não mais respira, desesperada, liga para ambulância e ao chegarem, constatam que Carla esta morta, desesperada a mãe não consegue pensar, o dia amanhece e começa a contatar todos parentes e amigos para o funeral, passado todos proclamas e o sepultamento da criança, Angélica chega ao quarto da menina e abraça a sua cama, caindo num sono profundo, ao acordar e com a cabeça doendo, ela pega a caixa que sua filha fizera no dia anterior, ao abrir vê um bilhete, que dizia. “ aqui dentro ta todo meu amor guardado para minha linda mamãe”, nesse instante a dura mãe cai num choro profundo e a partir daquele instante jamais tirara a caixa perto de sua cama.

Diante deste caso, relembremos todos aqueles que nos faz bem e nos amam, mesmo com todos os defeitos e os amemos incessantemente, e não queira perder a oportunidade de demonstrar, nas ações e nas praticas e também para com todos que nos cercam, detentores da vida.

Eurípedes Barsanulfo

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