quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Cão e a Menina


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Luiz e Ana eram recém casados e viviam numa casa de padrão mediana, com eles viviam Rex o cachorro de estimação do casal, cão fiel, carinhoso, da raça popularmente classificado como vira-lata, os meses foram passando e Ana engravidou, passados os nove meses, chegou ao lar Carolina, uma criança linda, bem saudável, alegria do casal, com o nascimento da pequena Carol; Rex ficou em segundo plano, tratavam-o bem, mas o xodó de antes extingui-se. Carol foi crescendo e começou a engatinhar e a ter vontades, ate que pela primeira vez conhece Rex e nasce entre eles uma amizade cristalina, pura, feliz, Carol sempre brincava com o amigão, e ate dormia em seu corpo, sendo acariciada com seus lambidos . Luiz e Ana, nunca se importaram com a amizade,  o cão jamais se mostrou agressivo, pelo contrario. Os amigos que sempre os visitavam, ate mesmo os familiares, sempre alertavam o casal pela aproximidade entre o cão e a criança, eram alertados quanto a irracionalidade do animal e que poderia em algum momento machucar a pequena Carol , mas o casal sempre ignorava.

Numa tarde de sábado, o casal se recolheu para um descanso, enquanto Carol se distraia e dormia com Rex, nessa época já com 3 anos de idade, o amor era cada dia mais intenso, e de repente o casal escuta um latido diferente de Rex e Carol começa a chorar com intensidade, Luiz vai ate o local e vê a criança deitada no chão e sangue em volta e também na boca de Rex e sem pensar com um facão que estava no tanque e num ataque de fúria defere um golpe mortal em Rex, e corre para acudir Carol, que esta sem machucado e apenas assustada, e ao ir até o quintal,no rastro do sangue, vê uma cascavel completamente dilacerada pelo ataque do fiel cão. Ao recobrar a calma Carol diz, “papai o Rex pegou esse bichão que tava quase me atacando, assustei “ e ela pergunta ao pai, “ papai onde ta o Rex, quero agradecer ele”. Nessa hora Luiz ajoelha-se diante do corpo do animal e chora mais que a própria filha por tamanha injustiça que cometera.

Resumindo essa triste história, muitas vezes somos alimentados pelos preconceitos de um padrão socialmente correto, com isso alimentamos uma grosseira camada de injustiça, devido escutarmos sem buscar a verdade, com isso cometemos atos que possamos nos arrepender e condenar a alma  num sofrimento que jamais poderá se apagar da mente, por isso, sempre que alguém deferir algum comentário sobre outras pessoas, ou até mesmo situações que não conhecem, pense bem, absorva a informação, guarde os detalhes e busque filtrar e excluir o mal e manter o bem que fará de nossas almas a leveza que necessitamos para aconchegar nossa consciência no travesseiro da eterna tranquilidade. 

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